Arquivo diário: 25 setembro 2008

Acne: vergonha na cara

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Um dia você abre aquele álbum de fotografias da formatura da oitava série e encontra um retrato seu, com um cabelo totalmente fora de moda e aquelas roupas estilo anos oitenta. E aí olha bem para o seu rosto de menina congelado no tempo e percebe que a adolescência estava a pleno vapor: a sua cara está coberta de espinhas. Parece ser uma marca registrada dessa época da vida, pois quando a gente fala em acne, imediatamente lembra da adolescência. E se não foi você, pelo menos boa parte da sua turma teve algum episódio desse problema. Isso acontece porque é uma doença de pele bem comum, que invade rosto, ombros, costas, peito e atinge seu ápice na puberdade. Mas não pense que os adultos estão livres, não: a acne atinge pessoas de qualquer idade, muitas vezes por culpa da hereditariedade e, claro, dos nossos imprevisíveis hormônios.

Mas afinal de contas, o que é exatamente a acne? Bem, trata-se de um conjunto de lesões na pele, causado pela presença dos nada charmosos cravos, espinhas, nódulos, caroços, cicatrizes e comedões (aqueles pontinhos brancos ou pretos). Eles aparecem por causa de disfunções nas glândulas sebáceas – localizadas em uma camada da pele chamada derme -, que começam a produzir muito mais sebo do que deveriam. Isso começa a acontecer a partir da puberdade, com o aumento da produção dos hormônios sexuais masculinos (andrógenos) e femininos (estrógenos). Sendo estimulada por esses hormônios, principalmente os masculinos, as glândulas sebáceas passam a produzir sebo em série ilimitada, deixando a pele um óleo puro.

A maioria desses problemas ocorre porque a quantidade de sebo vai se acumulando no canal da glândula, obstruindo as portas de saída. Se isso se torna freqüente, a excessiva quantidade de sebo atrai bactérias, que encontram ali um local novinho em folha para estabelecer uma família e se reproduzir. E aí, como a presença de bactérias nunca é sinal de notícia boa, elas acabam produzindo substâncias que vão acabar inflamando a pele. As chances de isso acontecer são bem maiores nos locais onde há alto número de glândulas sebáceas, como o rosto, as costas e o peito. Mas calma, nem todo mundo corre o risco de acordar um belo dia com acne. Apesar de todos nós sermos proprietários de glândulas sebáceas, a incidência da doença é determinada pelo tamanho delas e da capacidade que elas têm de produzir sebo. E isso, normalmente, é determinado pela genética. Sim, é isso mesmo: acne pode ser uma doença hereditária. Se seus pais apresentavam o problema, é bem provável que você também vá passar por ele.

Na adolescência, que é a fase mais comum da acne, isso vira um tremendo pesadelo. Afinal de contas, não há como negar que a garotada valoriza muito uma boa aparência para poder se encaixar em algum grupo. Com a cara cheia de acne, por mais que isso seja comum nessa fase da vida, a pessoa acaba mesmo é virando motivo de gozações. Era o que acontecia com a redatora Bianca Carvalho, que conviveu com esse desconforto por anos a fio. “Eu tinha tanta acne no rosto que alguns amigos da escola passaram a me dar apelidos, como “Chokito”, por exemplo. Com a cara daquele jeito, era difícil eu ser paquerada ou arrumar namorado. Uma vez tentei espremer tudo, mas quase morri de dor. Sangrou muito e fiquei com algumas marcas. Levei muito tempo para procurar um dermatologista, mas valeu a pena, porque o tratamento me ajudou bastante. Demorou a dar resultado, mas finalmente eu posso me olhar no espelho e não ter medo da minha cara”, diz ela.

Fonte:bolsademulher