Arquivo diário: 17 novembro 2008

Lula: reunião do G-20 muda lógica das decisões políticas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço positivo da cúpula de líderes do G-20 no sábado (15), em Washington, que discutiu medidas de combate à crise financeira internacional e de prevenção. “A reunião muda a lógica das decisões políticas, já não é mais o G-8, agora o G-20 ganha um papel de destaque”, disse hoje, no programa semanal de rádio Café com o Presidente.

 

“Encontramos um caminho para evitar que aconteça novamente o que aconteceu com a crise financeira”, disse. Para Lula, a participação do Brasil na discussão foi um passo decisivo para aumentar a representatividade do País nos fóruns internacionais. Entre os principais temas discutidos na reunião nos EUA, o presidente destacou as medidas para restabelecer a liquidez e restaurar a confiança no mercado financeiro, as políticas anti-recessivas e a regulação do sistema financeiro.

 

Lula ressaltou a importância de ações para facilitar o acesso ao crédito que vêm sendo tomadas no País. “Faz 30 dias que nós estamos adotando medidas para permitir a irrigação do sistema financeiro e garantir que se tenha crédito para que o consumo continue acontecendo, para que as empresas continuem produzindo, o comércio vendendo e o povo comprando. É isso que vai ativar a economia.” E comparou a economia brasileira à de países europeus, que têm registrado recessão: “Nós não queremos que o desemprego chegue à América Latina, que chegue ao Brasil, sobretudo porque a nossa economia está muito mais arrumada do que a economia deles.”

 

Na cúpula do G-20, lembrou Lula, os representantes assumiram o compromisso de até o final de 2008 concluir o acordo comercial da Rodada Doha. A Organização Mundial do Comércio (OMC) quer convocar para dezembro, por volta do dia 10, reunião para tratar do assunto.

Fonte:http://noticias.br.msn.com

Viver Não Dói

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Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade