Arquivo diário: 29 junho 2009

Campanha defende telhados brancos contra Mudanças climáticas

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Contra o aquecimento global, pinte o seu telhado de branco. Essa é a nova campanha do GBC (sigla em inglês para Conselho de Construções Verdes), “One Degree Less” (Um Grau a Menos), que promete, baseada em pesquisas ligadas ao Departamento de Energia dos EUA, diminuir a temperatura interna das casas em até 6°C.

A organização, que promove o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil pelo mundo, defende que a cor branca reflete até 90% dos raios solares, assim pode diminuir também o consumo de energia dentro do prédio em 20% a 70% e emitir menos gases de efeito estufa na atmosfera. De quebra, a solução promete diminuir o aquecimento global em 1% se pelo menos 30% a 40% das casas pintarem de branco seus tetos.

A proposta, no entanto, não é tão milagrosa quanto pretende ser. Outros cientistas contestam a campanha ao afirmar que, apesar de a cerâmica absorver 90% dos raios solares, tornando o ambiente mais quente, a produção maior de tinta também agride o meio ambiente, além de custar mais caro. Uma solução sugerida é um sistema de ventilação entre o forro e o teto, que amenizaria a absorção de calor.

Fonte: http://sustentanet.com.br/

Explicamos o inexplicável: o que é a famosa química?

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Química. Se olhar no dicionário, não tem – pelo menos no sentido que estamos falando. A maior parte das pessoas se atrapalha ao tentar explicar o que é, mas, felizmente, já sentiu a tal da química estando na presença de alguém especial. Os sintomas mais frequentes são taquicardia, arrepio dos pelos do braço, suor, mãos geladas. É o anúncio de que o beijo vai encaixar – depois braços, pernas e o corpo inteiro debaixo dos lençóis. Entenda como funciona esse negócio de química.

 
Para começo de conversa, falamos com o psicólogo e sexólogo Job dos Reis. Ele explicou que nós, seres humanos, carregamos nos genes informações ligadas a comportamentos primitivos essenciais à preservação e melhoria de nossa espécie. “Isso explica nosso comportamento em situações quando apenas visualizamos uma pessoa e já sentimos um forte desejo, sem ter trocado sequer uma palavra com ela”, afirma Job, sinalizando que nesse momento entram em ação os feromônios. “A palavra ‘feromônio’ vem das palavras gregas ‘phéro e ‘hormôn’, que juntas significam ‘trazer excitação'”, explica o sexólogo.
 
Contudo, ter uma química boa não é determinante para começar ou terminar um relacionamento. “Como seres racionais (pensantes) não somos guiados apenas por instintos. Em algum lugar do nosso subconsciente existe um modelo de parceiro ideal para o amor”, pondera. Job ressalta que feromônios, aparência física e a idéia do que buscamos em um parceiro, aliados aos hormônios testosterona e estrogênio, são fatores importantes para definir nossos desejos: “São estas substâncias químicas que criam o desejo de experimentar o ‘amor'”.
 
Segundo Job, na fase da atração ou da paixão romântica perdemos a capacidade de pensar racionalmente. “Não somos capazes de enxergar os defeitos do outro, o idealizamos e sentimos frio na barriga e aceleramento do ritmo cardíaco. Tudo isso faz parte da nossa bioquímica, ou seja, da dopamina, norepinefrina e feniletilamina”, define o sexólogo.
 
Entenda:
Dopamina: Considerada o “elemento químico do prazer”, produz a sensação de felicidade.
 
Norepinefrina: Semelhante à adrenalina, provoca aceleração dos batimentos cardíacos coração e excitação.
Juntas, as duas substâncias provocam, entre outras coisas, hiperatividade e falta de sono. “Isso explica porque as pessoas ficam tão focadas no relacionamento e deixam de lado todo o resto”, exemplifica Job. Quando a temperatura aumenta, chega a hora do sexo. “As substâncias importantes nesta fase são a oxitocina, a vasopressina e a endorfina, que são liberadas quando fazemos sexo”, explica Job.
Oxitocina: Hormônio que está associado à habilidade de manter relacionamentos interpessoais e laços psicológicos saudáveis com outros indivíduos. “Ao ser eliminada durante o orgasmo, ela começa a criar um laço emocional: quanto mais sexo, mais forte o laço”, explica Job.
Vasopressina: Hormônio antidiurético, é outra substância associada à formação de relacionamentos duradouros e monogâmicos.
Endorfina: Garante a sensação de bem estar e segurança
 
Tais hormônios fazem com que o relacionamento dê mais um passo: você começa a enxergar os defeitos do outro – droga! “Você fica se perguntando por que ele mudou. Na verdade, ele provavelmente não mudou nada: é você que agora consegue enxergá-lo racionalmente, sem o filtro dos hormônios do amor cego e apaixonado”, ensina Job, sublinhando que, nessa fase, ou a relação se consolidou ou simplesmente termina.
 
Feromônio, dopamina, vasopressina, somos íntimas de todos eles. Sabemos dizer quando rola e quando não rola química, apenas não sabíamos a nomenclatura adequada. Quem nunca sentiu literalmente na pele as emoções do “toque mágico”? Ouvimos a opinião de ‘leigos’ na teoria e ‘mestres’ na prática:
 
“Ter química com alguém é ter atração imediata. É sentir muito tesão pela outra pessoa e o sexo nunca ficar chato. O coração bate mais rápido. Você sente a pele da mulher como se fosse a seda mais cara do mundo. O gosto do beijo é sempre muito bom. Gosto, toque, cheiro, tudo fica perfeito”, diz o jornalista Bernardo Barretto, 29.
 
“Química é quando parece que aquela peça se encaixa na sua, saca? Quando o toque é quente, dá tesão. Tem também o visual: rola química quando você olha para um homem e já fica com vontade de beijar ele inteiro”, diz a produtora de cinema Fernanda de Souza, 31.
 
“Ter química é se entender com o outro de forma primária, animal, uma ligação que se faz pelos cinco sentidos: paladar (beijo), tato (pega), olfato, audição (sensualidade da voz) e visão (atração visual). Provoca tremedeira, suor, nervosismo, tesão, agressividade”, define o professor Leonardo Magalhães, 33.
 
“Química é quando só de lembrar como foi o encontro dá um nó no estômago. E quando você vê de novo a pessoa, já quer ir logo beijando. O toque é bom e a pele fica toda arrepiada. Os beijos são intermináveis. E o cheiro da pessoa fica na sua memória por dias”, explica a funcionária pública Marli Dias, 30.
 
Colocados os pingos – e até o acento agudo – no ‘is’ da cobiçada química, o negócio é curtir tudo o que se tem direito quando ela der as caras. Além da química, o relacionamento envolve ainda uma série de emoções. “Para sua união ser prazerosa e duradoura não depende unicamente da química, mas também de você ser forte e persistente em enfrentar e suportar uma série de desafios e problemas comuns aos relacionamentos”, finaliza o psicólogo e sexólogo Job dos Reis.