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O poder das sementes para sua saúde

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O consumo das sementes em geral faz parte dos hábitos alimentares da minoria da população, um dos motivos se deve ao esconhecimento de seus benefícios.

A sementes são excelentes para estimular o bom funcionamento do intestino, aspecto importante na batalha contra os quilinhos extras. Isso acontece porque o intestino se livra mais facilmente das toxinas acumuladas no organismo, fazendo com que você deixe de reter líquido em excesso e acumule menos gordura na cintura.

Polvilhadas na salada ou no refogado de legumes, as sementes ainda estimulam você a mastigar mais cada garfada, antecipando a sensação de saciedade. Elas também podem ser consumidas sozinhas, no meio da tarde, evitando que a fome ganhe força até o jantar.As gorduras boas presentes nas sementes também são aliadas, pois saciam e desinflamam as células, deixando o organismo menos resistente à perda de peso.

As sementes, além de uma ótima fonte de proteínas e fibras, também são fontes de cálcio, ferro e fósforo. E melhor ainda, apresentam uma biodisponibilidade para o cálcio, muito superior aos leites, queijos e derivados. Os estudos também encontraram melhoras nos níveis de hemoglobina. Isso sem falar na presença de fitoquímicos, vitaminas, minerais, compostos fenólicos, fitoestrogenos e gorduras poliinsaturadas, que são benéficas a saúde. Conclusão: vale a pena incluir elas na sua dieta!

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Alimentos que ajudam a desinchar

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A causa pode ser prisão de ventre, estresse, alergias alimentares ou qualquer outro problema de saúde como intolerância a lactose ou problemas gastrointestinais. O fato é que ninguém gosta daquela sensação de barriga inchada, que pode durar horas. Embora tenha origens diversas, o inchaço pode estar ligado à alimentação.

Para amenizar esse problema aposte em:

Sementes de linhaça, girassol e gergelim: são ótimas fontes de cálcio, zinco e vitamina E, que ajudam o corpo a eliminar toxinas que causam o inchaço.

Iogurte: laticínios fermentados contêm bactérias que ajudam o intestino digerir melhor alguns alimentos, evitando assim a produção de gases.

Hortelã: contém substâncias que ajudam na digestão dos alimentos, facilitando o trânsito da comida pelo trato gastrointestinal.

Melão: rica em fibras (elas combatem a prisão de ventre) esta fruta tem propriedades diuréticas, pois combate o excesso de sal no corpo, o que ajuda desinchar.

Gengibre: além de um potente anti-inflamatório, essa raiz atua facilitando a digestão e evitando a produção de gases.

A alimentação ideal para combater o estresse

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Está bem sem ânimo? Dê uma força para a alegria elevando a serotonina, um neurotransmissor responsável pela euforia e pelo bem-estar. Segundo a pesquisadora americana Carol Hart, autora do livro “Segredos da Serotonina” (Ed. Cultrix), estudos comprovam que a baixa serotonina pode provocar ansiedade, insônia, tristeza, irritação e dor de cabeça. “O organismo fabrica essa substância o tempo todo, porém não significa que ela esteja sempre funcionando bem. Vários fatores podem comprometer sua ação: estresse, alimentação pobre em proteínas e carboidratos, cansaço, oscilação dos hormônios (comum na TPM) e tristeza”, explica Ricardo Amaral, psiquiatra e professor da Universidade Anhembi Morumbi (SP).

Menu da felicidade

O antídoto mais eficaz contra o baixo-astral é a alimentação. Precisamente os itens com aminoácido triptofano – ricos em proteínas (ovos, carnes, castanhas, laticínios e verduras).
Quando a comida é digerida, o triptofano cai na corrente sanguínea e é transportado para o cérebro e o trato gastrointestinal, que se encarregam de produzir serotonina. Com uma refeição composta também de frutas e carboidratos, você aumenta a quantidade de triptofano no organismo.

Confira a lista de alimentos que a nutricionista Maria Idati Eiró (SP) indica para deixar a sua serotonina a mil!

Cereais: eles são boa fonte de carboidratos complexos e têm farta quantidade de fibras e vitaminas essenciais. A aveia, por exemplo, por causa do carboidrato, facilita a passagem do triptofano para o cérebro. Prefira os cereais com grãos integrais e pouca quantidade de açúcar e insira-os no café da manhã.

Banana: possui triptofano, vitamina B6, magnésio e potássio, nutrientes que estimulam a produção de serotonina e ajudam a diminuir ansiedade e irritação. A frutose (açúcar encontrado na fruta) chega rapidamente à corrente sanguínea e dá pique extra. Consuma uma banana todo dia.

Chocolate: está liberado, mas sem exageros! Quanto mais cacau na composição, melhor. Além de triptofano, contém teobromina, elemento que estimula a endorfina, relacionada à sensação de prazer. Um tablete pequeno, uma vez por semana, é ideal.

Laticínios: iogurte, leite e queijo são ricos em proteínas e triptofano. Uma fatia de queijo (quanto mais branco, menor o teor de gordura) ou um copo de leite por dia combate o baixo-astral.

Ovo: ingerir uma unidade de uma a duas vezes por semana ajuda a manter o nível de triptofano no organismo. Além do aminoácido, ele possui colina, substância que compõe as vitaminas do complexo B, importantes para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Abacate: é rico em gorduras boas e magnésio, essenciais na síntese de serotonina. Coma uma unidade uma vez por semana.

Verduras verde-escuras como brócolis, couve e espinafre são fontes de ácido fólico, cuja deficiência pode provocar depressão. Procure consumir de duas a três porções por semana.

Evite ao máximo

Alguns alimentos boicotam o nosso bem-estar. Doces, biscoitos e sobremesas com muito açúcar dão sensação de prazer imediato e explosão de energia, mas, duas horas depois, provocam uma queda acentuada do açúcar no sangue. Resultado: o pique e o astral vão embora. Evite também as frituras, que contêm gorduras do mal e surtem o mesmo efeito.

Alimentos que ajudam a Engravidar

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É cada vez maior o número de casais que recorre a tratamentos médicos para realizar o sonho de ter um filho. Porém, poucas pessoas sabem que certos alimentos ajudam a manter as células reprodutoras ativas por mais tempo, aumentando as chances de concepção.

Nós, médicos, podemos apontar diversos problemas para a infertilidade, até mesmo genéticos, mas a alimentação também tem grande importância neste contexto. Estudos apontam que 15% dos homens e mulheres inférteis estão acima do peso, por isso é preciso ter mais atenção com aquilo que colocamos à mesa quando nos programamos para ter um filho.

A Sociedade de Medicina Reprodutiva Americana mostrou que 83% dos homens com infertilidade não consumiam frutas e verduras, algo em torno de menos de 5 porções por dia. Já entre os homens que comiam frutas e verduras, o número cai para 40% de inférteis. Por isso, especialistas não descartam a possibilidade do surgimento da infertilidade masculina ser causado por mudanças maléficas nos hábitos alimentares.

Na lista dos alimentos que devem ser cortados da dieta estão o álcool e o café, pois aumentam o nível do hormônio feminino prolactina, o que conseqüentemente reduz a fertilidade. O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde e dificulta a fecundação por ser tóxico para os aparelhos reprodutores de ambos os sexos, além de desregular o ciclo menstrual. O café consumido em excesso (mais de uma xícara por dia) reduz pela metade a probabilidade de gravidez.

Entre as substâncias que devem ser introduzidas na alimentação estão: ácido fólico, encontrado em alimentos como espinafre e feijão; zinco, presente no germe de trigo e na carne vermelha; vitamina B6, da banana e do frango; vitamina B12, obtida na ingestão de fígado e atum enlatado; e a nossa conhecida vitamina C, encontrada na acerola e em frutas cítricas como laranja e abacaxi.

Seguindo estes pequenos passos podemos aumentar as chances de reprodução de maneira simples e natural, sem necessidade de tratamentos médicos. Além disso, é preciso pensar na saúde do bebê que chegará, por isso é fundamental as gestantes terem hábitos saudáveis, inclusive na alimentação.

Dra. Sylvana Braga é médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra com clínica no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Inclua no cardápio 10 alimentos que te deixam mais feliz

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Não tem quem não seja tomado por uma sensação reconfortante depois de fazer uma deliciosa refeição. E se no cardápio tiver um docinho de brinde, a vida fica melhor ainda. “Isso por que independente do alimento que consumimos, comer provoca uma confortável sensação de bem-estar já que suprimos as necessidades físicas do nosso organismo. Mas ainda há a turma de alimentos que potencializam esta reação, já que levam em sua composição, substâncias que aumentam a liberação da serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de prazer“, explica a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.

A seguir, a especialista sugere 10 alimentos que são obrigatórios para um prato e dias mais alegres. Confira: 

1) Banana: a fruta é um carboidrato rico no aminoácido triptofano ( cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano). Acontece que este aminoácido é uma substância precursora da serotonina. “Sem serotonina, o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade, mal humor e hiperfagia (aumento exagerado da fome)”, explica Lucyanna Kalluf. A serotonina também é considerada como sendo uma substância anorexígena, diminuindo a compulsividade e a fome.

2) Abacate: esta fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 ( niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. A niacinamida ( Vitamina B3) tem ação específica sobre o sistema nervoso central, colaborando com a manutenção de hormônios que regulam as substâncias químicas do cérebro e garante efeito relaxante. Esta vitamina tem ação conjunta com o ácido fólico, que atua como coenzima de diversos neurotransmissores do bom humor. Dica: fique atento ao valor calórico da fruta: cada 110 g contém cerca de 200 calorias.

3)Mel: o alimento é um carboidrato fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem estar melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel tem uma função importante como regenerador da microflora intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.

4) Nozes: esta oleaginosas possui vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotrasmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Também carrega o Inositol (fosfatidilinositol), substância reconhecida como parte do complexo B, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina.

5)Tofu : é o queijo à base de soja. Com muitos nutrientes, o tofu tem o dobro de proteínas do feijão e 45% menos calorias que o queijo minas. Importante fonte de magnésio mineral que atua na regulação do metabolismo cerebral e participa da metabolização de alguns aminoácidos. “A deficiência de magnésio resulta em fadiga e deficiência de enzimas envolvidas na produção de energia”, explica Lucyanna Kalluf. Meia xícara de tofu tem em média 110mg desse mineral.

6) Ômega 3: os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes de ômega 3 , um ácido graxo com efeito protetor sobre os neurônios. A relação de consumo desse ácido graxo e a felicidade, está no aumento na produção dos receptores de neurotransmissores como: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina que protegem o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres, substâncias responsáveis pelo envelhecimento celular.

7) Gérmen de trigo: é a parte mais nobre do trigo, que quando é refinado perde esta propriedade, e uma excelente fonte de todo aporte vitamínico do complexo B, atuando como calmante natural que diminui a irritabilidade e o nervosimo. Tem inositol, presente nas membranas celulares como fosfatidilinositol, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina. “Também carrega o ácido pantotênico, a vitamina B5 ou vitamina anti-estresse que atua na síntese da acetilcolina, conferindo melhor adequação dos impulsos nervosos e das funções cerebrais”, aponta a nutricionista.

8)Canela: rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces. Assim, colabora para evitar o sobrepeso e o acúmulo de gorduras na região abdominal e mantém a produção de serotonina em equilíbrio.

9)Lentilha: é fonte de proteínas vegetais e cálcio, contribuindo significativamente para a regulação da flora intestinal. O equilíbrio do cálcio e magnésio no organismo atua no metabolismo cerebral e na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

10)Chá verde: afasta os riscos do estresse oxidativo, que é a deficiência de substâncias antioxidantes no organismo, trazendo como consequências doenças como a obesidade e até depressão. O chá verde é rico em polifenóis, nutrientes antioxidantes que atacam os radicais livres das células cerebrais, mantendo a sua atividade neuroprotetora, diminuindo a probabilidade de inflamação cerebral e favorecendo sensação de bem-estar.

Apimente sua vida sexual com o cardápio certo

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A fama de que alguns alimentos podem dar uma “turbinada” na vida sexual, estimulando a libido e o desempenho na ‘hora H’ surgiu há séculos. Ovo de codorna, amendoim, chocolate e pimenta estão entre os mais populares. Mas será que funcionam mesmo?
Não há prova científica de que um alimento funcione no tratamento de disfunções sexuais ou transforme a pessoa numa máquina de sexo. Mas muitos causam reações fisiológicas similares às do ato sexual, como aumento dos batimentos cardíacos e suor. Outros têm nutrientes que dão energia e ajudam na produção de hormônios sexuais, como zinco e selênio, presentes na ostra, por exemplo”, cita a nutróloga Regina Mestre.

Quanto ao ovo de codorna e amendoim, Regina garante que tudo não passa de mito. “São calóricos e não causam reação fisiológica.” Já pimenta e chocolate animam. ¿Pimenta age no fluxo sanguíneo, dando uma aquecida no corpo, daí o efeito afrodisíaco. Chocolate é energético, como catuaba e guaraná. E por conter teobromina, eleva o humor e dá sensação de prazer?, explica.

Para aguçar os sentidos, especiarias são aliadas, pois produzem odores estimulantes. E há alimentos que, por parecerem com órgãos sexuais, podem despertar o desejo. “Banana, pepino, morango, pêssego e figo partidos ao meio… Isso tudo, num cenário romântico, atiça a imaginação”, sugere a nutricionista Sylvia Pamplona.

O fotógrafo Augusto Navarro, 42 anos, conta que já comprovou os efeitos dos afrodisíacos. “Dão um pique extra. Sou fã de ostra. O corpo esquenta e fico com vontade de namorar.” Já a atriz Rogéria Capetine, 29, aposta nas frutas vermelhas. “O morango está sempre no cardápio quando quero estimular o desejo sexual”, revela.

Porém, é importante destacar que certos alimentos devem ser evitados, pois exercem ação nada propícia ao clima romântico: frituras e carnes gordas, que dificultam digestão; couve, repolho, couve-flor e leguminosas, como feijão, lentilhas e batata doce, que provocam gases pelo teor de fermentação; além de alho e cebola, que causam mau hálito.

Dieta correta e exercícios: disposição
O endocrinologista Michael Amorim destaca a importância da alimentação saudável aliada à prática de exercícios para o bom desempenho sexual. “Afrodisíacos atuam como coadjuvantes, não como um ‘viagra’. Dieta equilibrada e hábitos saudáveis dão bem-estar e fazem o corpo funcionar bem”, esclarece.

Para Pietro Carlo, professor de Educação Física da Acqua Fitness Club, quem se exercita ainda tem a auto-estima elevada. “A pessoa se sente mais confiante com o próprio corpo”, comenta. “O ato sexual também envolve resistência, flexibilidade e condicionamento cardiorrespiratório. Todos podem ser treinados com exercício”, completa.

– Cardápio para aumentar o desejo sexual
– Frutas
Abacate, abacaxi, morango, figo, mamão papaya, açaí, banana, cacau: são fontes de vitaminas, antioxidantes e dão energia.

– Ervas e temperos
Açafrão, baunilha, canela, cravo, mostarda, noz moscada, ginseng, pimentas de vários tipos: com seus aromas intensos e sabor picante, estimulam a circulação sanguínea e a libido.

– Frutos do mar
Ostras, atum, camarão, salmão, mariscos e frutos do mar em geral: são os estimulantes mais poderosos. Ricos em zinco, iodo, selênio e fósforo, regulam a produção dos hormônios sexuais e, como contêm pouca gordura, aumentam a disposição para o sexo.

– Óleos vegetais
Azeite, canola, girassol, milho, linhaça: fontes de ômega 6, dão energia para a mobilidade dos espermatozoides.

Mel e bebidas
Mel: rico em vitaminas, estimula a produção de hormônios sexuais.Guaraná: dá mais energia. Vinho: é rico em polifenóis, poderoso antioxidante. Uma taça de vinho relaxa e ajuda a estimular os sentidos.

Receita
Camarão do amor ao molho picante

– Ingredientes:
1/4 xícara (chá) de manteiga
1 xíc (chá) de salsão picado
1/2 xícara (chá) de pimentão verde picado grosso
2 col (sopa) de cebola picada
1/4 xícara de farinha de trigo
Sal e molho de pimenta
Páprica picante (a gosto)
Pimentas dedo de moça e do reino (a gosto)
2 col (chá) de molho inglês
4 xíc (chá) de camarão cozido
2/3 xícara (chá) de leite
1/4 xícara (chá) de queijo parmesão ralado

– Modo de preparo
Derreta a manteiga e refogue o salsão, o pimentão e a cebola por 5 min. Junte a farinha de trigo, o sal e o molho de pimenta, as pimentas, a páprica e o molho inglês. Mexa bem. Jogue o leite aos poucos. Cozinhe até engrossar. Tire do fogo. Adicione o camarão e misture. Despeje numa forma de alumínio e salpique com queijo. Leve ao forno por 40 min., ou até dourar.

Alimentos orgânicos: Confira os benefícios

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Você está num pequeno dilema em frente à seção de frutas do supermercado. Em uma mão você tem uma maçã comum e na outra uma variedade orgânica da fruta. As duas são fontes ricas em vitaminas e fibras, pobres em gordura, sódio e colesterol.

Mas a maçã orgânica tem uma etiqueta indicando que foi cultivada sem hormônios, antibióticos, herbicidas, inseticidas, fertilizantes químicos, modificação genética ou eliminação de germes por radiação. Ainda assim, na outra mão você tem uma fruta de menor custo, pronta para o consumo.

Produtos orgânicos versus convencionais

O termo orgânico se refere à maneira como produtores cultivam e processam produtos agrícolas, tais como frutas, verduras, cereais, laticínios e carnes. As técnicas de produção orgânica são destinadas a incentivar a conservação do solo e da água e reduzir a poluição. Os agricultores que produzem alimentos convencionais utilizam os métodos comuns para fertilizar, controlar pragas ou prevenir doenças.

Na tabela abaixo, é possível encontrar outras diferenças entre as técnicas utilizadas para a produção de produtos orgânicos e convencionais:

Produtores convencionais Produtores de orgânicos
Utilizam fertilizantes químicos para promover o crescimento das plantas. Utilizam fertilizantes naturais, como o adubo, para enriquecer o solo e promover o crescimento das plantas.
Utilizam inseticidas para reduzir pestes e doenças. Utilizam insetos e pássaros, ou armadilhas, promovendo uma redução na incidência de pestes e doenças.
Utilizam herbicidas químicos para controlar ervas-daninhas. Fazem rodízio de plantações ou utilizam limpeza manual para o controle das ervas-daninhas.
Administram antibióticos, hormônios de crescimento e medicamentos aos animais para evitar doenças e promover o crescimento. Oferecem alimentos orgânicos e acesso a áreas livres para os animais. Empregam medidas preventivas – como pasto rotativo, dieta balanceada e higiene – para ajudar a minimizar a incidência de doenças.

Natural não é o mesmo que orgânico

Os termos natural e orgânico têm sido usados de forma indistinta para descrever alimentos com o mínimo de processamento e que não contém aditivos artificiais ou conservantes. Isso tem mudado com os padrões e certificados para alimentos orgânicos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, os alimentos podem apresentar rótulos com descrições como “100% natural” ou “sem hormônios”, mas apenas aqueles cultivados e processados segundo padrões estabelecidos podem ser considerados orgânicos.

Orgânicos: comprar ou não comprar?

Vários fatores podem influenciar na decisão sobre comprar ou não alimentos orgânicos, devendo-se considerar os seguintes fatores:

Nutrição
Não há evidências comprovando que os produtos orgânicos são mais nutritivos que os alimentos convencionais. Além disso, o departamento americano não afirma que esses produtos são mais seguros ou mais nutritivos.

Qualidade e aparência
Os alimentos orgânicos têm o mesmo padrão de qualidade e segurança que os convencionais. A diferença está na maneira como eles são produzidos, processados e manuseados. Você também pode encontrar frutas e verduras orgânicas que se estragam mais rapidamente por não receberem conservantes. E não espere uma aparência tão boa em alguns orgânicos – formatos estranhos, variações de cores e talvez tamanhos menores.
No entanto, na maioria dos casos, os alimentos orgânicos são semelhantes aos produtos convencionais. Para ter certeza de que algum produto é orgânico, confira a embalagem e procure o selo de produtos orgânicos.

Pesticidas
Produtores convencionais usam pesticidas para proteger as plantações de fungos, insetos e doenças. Quando os fazendeiros aplicam inseticidas, acabam deixando resíduos na produção. Algumas pessoas preferem alimentos orgânicos para limitar a ingestão desses resíduos.
A maioria dos especialistas concordam que a quantidade de pesticidas encontrados em frutas e verduras representa um risco muito pequeno para a saúde. E grandes estudos indicam que esses resíduos dificilmente são fatores de risco para o câncer na população geral. Além disso, os benefícios para a saúde da ingestão de frutas e verduras, independente do modo de produção empregado, ultrapassam de longe qualquer potencial risco à saúde.

Meio ambiente
Alguns compram alimentos orgânicos por questões ambientais. O cultivo orgânico é projetado para beneficiar o meio ambiente através do combate à poluição e conservação da água e do solo.

Custo
A maioria dos produtos orgânicos são mais caros do que os convencionais. Os altos preços se devem às técnicas de plantio, às rígidas regulamentações do governo e uma menor produtividade. Por não serem utilizados herbicidas ou pesticidas, as técnicas de controle de ervas-daninhas e pestes exigem muito trabalho. Os produtores de orgânicos podem limpar manualmente os vegetais para controlar as ervas-daninhas, por exemplo, e você pode acabar pagando mais por esses produtos.
Afinal, quanto custa a mais um produto orgânico? Mercados e lojas diferentes oferecem preços variados, mas você pode pagar até o dobro por alimentos cultivados organicamente.

Sabor
Algumas pessoas dizem sentir a diferença de sabor entre os orgânicos e os não-orgânicos. Outros dizem não perceber nenhuma diferença. O paladar é subjetivo, portanto cabe a você escolher. Orgânico ou convencional, os produtos mais frescos disponíveis podem proporcionar um sabor mais apreciável.

Dicas de compras

Independente de você já adorar alimentos orgânicos ou apenas querer fazer compras de maneira inteligente e segura, preste atenção às seguintes dicas:

  • Compre frutas e verduras em locais confiáveis, para garantir uma melhor qualidade. Tente fazer as compras no dia em que foram distribuídas para ter certeza de que está comprando alimentos frescos. Pergunte ao vendedor que dia novos produtos estarão chegando.
  • Leia as embalagens cuidadosamente. O fato de um produto ser orgânico ou conter ingredientes orgânicos não significa necessariamente que seja uma alternativa mais saudável. Alguns produtos orgânicos podem conter um alto teor de açúcar, sal, gorduras ou calorias.
  • Lave todas as frutas e verduras sob água corrente abundante. Se necessário, utilize uma pequena escova, particularmente em frutas ingeridas com a casca (como maçãs e batatas).
  • Se você está preocupado com pesticidas, descasque e lave bem as frutas e verduras. Mas lembre-se de que descascá-las pode diminuir a quantidade de nutrientes e fibras. Alguns resíduos de pesticidas também se alojam na gordura, portanto remova a gordura da carne e a pele de aves e peixes.  

 

FONTE: http://www.lincx.com.br