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Atitudes simples

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Escolhi essa materia pq achei mto legal e uma otima pedida para a sociedade ,para pessoas que acreditam que pequenos gestos podem sim fazer toda a diferença.

“Algumas ações particulares podem mudar a cidade. Basta começar e colocá-las em prática”

 

Sempre quis escrever sobre a cidade de São Paulo, seu povo e suas inúmeras e impressionantes nuances. Assim estreio esta coluna falando de pequenas ações que, ao serem implantadas, mudam o nosso cotidiano e a paisagem de uma cidade que abriga, segundo dados da Prefeitura Municipal, aproximadamente 11 milhões de habitantes.

Adriana Irigoyen é um bom exemplo de como uma ação simples pode repercutir positivamente pela cidade. Ao perceber que muitos dos moradores de seu prédio jogavam orquídeas no lixo, quando estas perdiam a floração, ela decidiu transformar este ato de desperdício em uma ação social e embelezar a cidade. Movida por um espírito de mudança, ela começou a recolher as orquídeas do lixo e amarrará-las nos troncos das árvores que ficam no meio fio da Avenida Nove Julho, em frente ao prédio onde mora.

Sua ação solitária incentivou outros moradores e alguns vizinhos. Hoje, com o apoio da empresa de decoração Rubens Flores que lhe doa semanalmente 50 mudas de orquídeas, seu grupo ficou conhecido no bairro, como os Caçadores de Orquídeas. Segundo Adriana, sua intenção é que outros paulistanos façam o mesmo e dêem um novo colorido à cidade.

 

Inspirada nessa ação simples, o Clube Atlético Paulistano lançou uma campanha de doação de orquídeas e já amarrou mais de 400 orquídeas nas inúmeras árvores espalhadas pelo Clube.

Charlô Whately
é outro personagem paulistano que também é adepto dessa prática há anos. Quem frequenta seu bistrô, na Rua Barão de Capanema, tem o prazer de observar duas imensas árvores com mais de 100 orquídeas que florescem o ano todo, deixando a fachada de seu restaurante e a rua ainda mais coloridos. Há quem diga, que o espetáculo das orquídeas é ainda maior em frente ao prédio onde Charlô mora.

Mas estes não os únicos exemplos na cidade. Basta andar a pé pelas ruas dos Jardins ou pelo Jardim Europa que já notamos a presença de orquídeas enfeitando as árvores das calçadas e mudando a paisagem urbana.

Diante de uma atitude tão simples, mas transformadora, nosso conselho é um só: faça a diferença. Você pode.

 

FONTE:  http://onne.com.br/

Uma aldeia global não harmoniosa e em crise constante

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Crise
Crise

 Em 16 de setembro de 1999, a Folha de São Paulo publicou o relatório do Banco Mundial (BIRD) que nos mostra o panorama do mundo no final do século XX. O número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia passou de 1,2 bilhão em 1987 para 1,5 bilhão de seres humanos. Em dois anos, portanto, tivemos um aumento da pobreza no mundo em 25%. Esse relato deveria nos preocupar, pois é, de fato, assustador. É a indicação de que há uma violência que gera novas violências que vão tomando conta do mundo quase que numa dimensão geométrica. Há uma desarmonia nessa ordem de mercado global, focada na ordem econômica que discursa sobre a prosperidade e seus resultados, evitando demonstrar como se procede a distribuição da riqueza. A receita neoliberal ganhou espaços no mundo a partir de 1980. A grande parcela dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, buscaram reestruturar suas políticas dentro dos três princípios das políticas neoliberais: abertura de mercado, a construção do Estado mínimo (reduzir o papel do Estado na administração da coisa pública) e o estímulo à entrada de investimentos externos. Se essa tendência persistir, segundo o Banco Mundial, teremos 1,9 bilhão de seres humanos, inseridos dentro desses dados estatísticos no ano de 2015.

Outro dado do relatório publicado pelo jornal Folha de São Paulo que chamou minha atenção foi o da situação geográfica mundial sobre o aumento do número de seres humanos que de 1987 a 1999, vivem com menos de 1 dólar por dia nas regiões e continentes do mundo. Observemos com atenção:

Dos 4,4 bilhões de seres humanos, habitantes dos países em vias de desenvolvimento:

– 60% não têm acesso à estrutura de saneamento básico.

– Um terço não consome água tratada.

– 25% não possuem moradia decente.

– 20% não têm acesso a tratamento médico.

– 20% das crianças não completam a escolaridade básicas de 4 ou 5 anos .

– 20% das crianças não se alimentam o necessário para desenvolver-se dentro dos padrões básicos de recebimento dos nutrientes para uma boa saúde.

O relatório ainda mostra que o Banco Mundial possuía um estoque de poupança global da ordem de US$ 13,7 trilhões no ano de 2000. Esse dinheiro, em tese, está a disposição dos países de economia em desenvolvimento e que possam mostrar projetos que dêem retorno atraente de investimentos. As demais nações empobrecidas acabam ficando fora dos projetos de investimentos por parte do Banco Mundial. Prevalece a concepção de uma política concentradora. O foco do mercado e dos resultados é que vai delinear os investimentos de poupança global, sob controle do Banco Mundial.

Outras referências que podem nos ajudar a compreender o mundo contemporâneo são os dados apontados pelo BIRD no jornal “O Estado de São Paulo” em 16 de setembro de 1999 sobre a questão urbana. “Em 1975, menos da metade (38%) da população mundial vivia em centros urbanos. Em 2025, pelas previsões do Banco mundial, quase dois terços dos habitantes do planeta (59%) estarão morando em cidades – a maior parte deles (90%) em países em desenvolvimento, sem recursos suficientes para montar uma infra-estrutura adequada” (Estado de São Paulo, 16/09/1999). Com o crescimento urbano numa ordem de exclusão, a violência é a primeira conseqüência, pois, a apartação social é geradora de violência por si mesma.

A cidade tornou-se um local importante para ser discutida na economia global. No lugar do global é preciso ver, também, o local que é a cidade: o lugar onde as pessoas vivem, moram e, muitas vezes sofrem como também se alegram. Em tempos de um processo eleitoral, essas questões nos ajudam a pensar sobre a importância daqueles que se colocam a serviço da população para representá-la nas decisões do município e em políticas pública. E, por isso mesmo, cabem algumas perguntas: Qual é o programa político para a cidade dos candidatos que se apresentam como prestadores de serviço para o município? Há interesses coletivos em suas propostas? Seus discursos são coerentes e pautados por projetos viáveis?

Renata