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Fim da Evolução da Humanidade

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Um professor da Universidade de Londres afirmou que a humanidade chegou ao fim de sua evolução.

O geneticista Steve Jones, em uma conferência chamada “O Fim da Evolução Humana”, argumentou que, devido aos

avanços da tecnologia e da medicina, já não são apenas os mais fortes que passarão seus genes para a geração

seguinte.

Ele sugeriu que o tipo de homens que encontramos no mundo hoje é o único que haverá – porque os seres humanos

não ficarão mais fortes ou inteligentes ou saudáveis.

“Acho que todos estamos de acordo com o fato de a evolução ter funcionado de forma adequada para o ser

humano no passado”, afirmou o cientista à BBC.

Evolução e passado

“Um dos exemplos está nas razões que permitiram que o homem negro vivesse na África e o branco pudesse viver

na Europa.”

“O homem branco perdeu o pigmento de melanina da pele, absorvendo mais radiação solar e produzindo mais

vitamina D, permitindo que seus filhos crescessem mais saudáveis.”

“Este é apenas um exemplo, há vários outros. Ao compreender como foi a evolução no passado, podemos deduzir

como será no futuro”, afirmou.

Segundo o cientista, para que exista evolução são necessários três fatores: seleção natural, mutação e mudanças

aleatórias.

O cientista acredita que os humanos reduziram de forma inesperada nossas taxas de mutação devido às mudanças

de nossos padrões reprodutivos.

Estes padrões reprodutivos incluem mudanças sociais como os padrões de casais e os mecanismos anticoncepcionais.

As substâncias químicas e a poluição também alteraram a genética humana.

Mas, o fator mais importante que alterou as mutações é a redução do número de homens mais velhos que têm

filhos.

Mutações

Diferente das mulheres que, com o avanço da idade produzem menos óvulos, os homens nunca deixam de produzir

espermatozóides.

Quando o homem chega aos 29 anos, em média a idade de procriação masculina ocidental, ele já copiou e repassou

300 vezes o espermatozóide original que o criou (e que foi passado por seu pai). Em um homem de 50 anos, isto já

ocorreu mil vezes.

Cada vez que o espermatozóide é copiado e repassado, ocorrem divisões celulares, cada uma com possibilidades de

mutação, e talvez de erros.

Desta forma, com menos pais em idade avançada existem menos possibilidades de passar para a geração seguinte

mutações ou defeitos aleatórios.

Sem seleção

“Outro fator (a ser levado em conta) é a diminuição da seleção natural”, afirmou Jones.

“Na antiguidade a metade das crianças que nasciam na Inglaterra morria antes de chegar aos 21 anos e estas

mortes eram a base da seleção natural.”

“Hoje, em grande parte do mundo desenvolvido, 98% destas crianças sobrevivem, chegam aos 21 anos, quase não

existem diferenças entre os que morrem e entre os que sobrevivem antes de se reproduzirem”, acrescentou o

cientista.

Segundo o cientista também foi reduzida a quantidade de mudanças aleatórias na raça humana.

“Atualmente os humanos são 10 mil vezes mais comuns do que deveríamos ser, tendo como base as regras do reino

animal. E isto se deve à agricultura.”

“No mundo todo, todas as populações estão cada vez mais ligadas e as possibilidades de mudanças aleatórias estão

diminuindo”, afirmou Jones.

De acordo com o geneticista, “estamos nos misturando em uma espécie de massa global e o futuro não será branco

e negro, será cor de café”.

“Acredito que vão ocorrer mudanças, mas nossas mudanças não serão físicas, serão mentais”, afirmou Jones.

 Fonte:globo.com

Qual é o sexo do seu cérebro?

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O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que seu corpo.

 

As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.

Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Segundo Moir, durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social. Os homens, por sua vez, lidavam com um grupo de caçadores, não precisavam tanto um do outro e se comunicavam menos, apenas com sinais.

Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o ‘centro sexual’ do cérebro será feminino e esse homem sentirá atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o ‘centro sexual’ será masculino e ele sentirá atração por mulheres”, diz Moir.

Faça o teste

 

 Reprodução

Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum em suas pesquisas.

Além do teste, outro fator que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem exceção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.

 

 Fonte: http://revistaepoca.globo.com/