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Endometriose

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Cólicas menstruais: podem ser sintoma de endometriose

A endometriose é a presença de células endometriais (tecido semelhante ao que reveste o interior do útero) em outras partes do útero ou em outros órgãos da pelve (trompas, ovários, intestinos e bexiga).

A cavidade interna do útero é revestida pelo endométrio, camada renovada mensalmente conforme o ciclo menstrual. É também onde o óvulo fertilizado se implanta e, se não ocorre a fecundação, o endométrio descama e é eliminado através da menstruação. Mas, algumas células podem ficar presas fora do útero, o que caracteriza a endometriose.

Fora do útero, o tecido endometrial se desenvolve em chamados nódulo, tumores ou implantes, provocando dor. Segundo a Endometriosis Associations, estes tumores endometriais não são malignos ou cancerosos.

Não se sabe ao certo porque a doença se desenvolve, mas entre os fatores de risco estão menarca precoce (primeira menstruação), nuliparidade (ausência de filhos), fluxo menstrual aumentado e o não uso de anticoncepcionais hormonais. A endometriose é um dos principais fatores que causam infertilidade.

Sintomas

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose (Abend), estima-se que, pelo menos 10% das mulheres em idade reprodutiva sofram com a endometriose. Conforme a ginecologista Ione Cristina Barbosa, entre os sintomas mais comuns da doença estão:

  • Irregularidades menstruais;
  • Cólicas moderadas a severas;
  • Dor pélvica fora do ciclo menstrual;
  • Dor antes e depois das relações sexuais;
  • Infertilidade.

Tratamento

Muitas vezes, o médico consegue sentir o crescimento do tecido endometrial com o toque, durante o exame pélvico. Porém, alguns exames são indicados para identificar a endometriose. Entre eles, a ginecologista Ione destaca a ressonância magnética, ultra-sonografia pélvica e laparoscopia com biópsia dos focos endometriais.

A laparoscopia, por exemplo, permite que o médico examine a parte externa do útero e os órgãos ao redor com um laparoscópio, instrumento ótico com uma luz na ponta.

Entre os tratamentos, explica a ginecologista, estão:

  • Tratamentos clínicos;
  • Histerectomia (cirurgias de retirada de útero);
  • Ooforectomia (cirurgia que remove um ou ambos os ovários);
  • Lise de aderências (remoção do tecido endometrial por laparoscopia);
  • Remoção dos endometriomas (pequenos tumores de endometriose).

É importante que as mulheres procurem um médico quando tiverem cólicas freqüentes que não melhoram com analgésicos. 

 Fonte: http://www.portalfeminino.com.br

Cólica menstrual

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A cólica menstrual também é chamada de dismenorréia. A maioria das mulheres sente cólicas menstruais em algum período de suas vidas. Elas podem variar de leves a severas. Também podem diferir mês a mês, ano a ano. A dor sentida durante a cólica menstrual pode ser acompanhada de dor nas costas, fadiga, vômitos, diarréia e dores de cabeça. Pode ser intensificada pelo inchaço pré-menstrual ( retenção de água ).

Causas

 

Existem dois tipos de cólica menstrual – primária e secundária. A primária geralmente ocorre em mulheres que recém começaram a menstruar, e pode desaparecer ou se tornar mais leve quando a mulher atinge a idade de 23-25 anos ou quando dá à luz ( o parto estira o útero ). Acredita-se que as cólicas menstruais chamada de prostaglandinas são compostos químicos que existem naturalmente no corpo. Algumas prostaglandinas promovem a contração dos músculos do útero.

A dismenorréia ocorre com menor freqüência em mulheres que não ovulam. Por este motivo, os anticoncepcionais orais (pílulas) diminuem as cólicas em 70-80% das mulheres que o tomam. Quando o uso da pílula é interrompido, a mulher geralmente volta a ter o mesmo nível de cólica que tinha anteriormente.

A dismenorréia secundária ocorre em conseqüência de outras alterações do sistema reprodutor, como os miomas, endometriose, cistos de ovário e, raramente, câncer. O DIU ( dispositivo intra-uterino ) também pode provocar cólicas, principalmente se a mulher nunca tiver tido filhos. A exceção é o DIU que libera pequenas quantidades de progesterona dentro do útero, o que ajuda a diminuir a cólica e o fluxo de sangue durante a menstruação.

 

Perguntas a fazer

    Suas menstruações têm sido especialmente dolorosas após colocação do DIU?

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    Você tem algum sinal de infecção, febre e saída de secreção com odor ruim da vagina? Você tem fezes enegrecidas ou com sangue?

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    Para mulheres ainda capazes de dar à luz: Você teve uma menstruação mais abundante do que o normal ou a sua menstruação está mais de 1 semana atrasada?

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    A dor é intensa? Você costuma ter menstruações com cólicas há anos mas agora passou a sentir cólicas mais severas?

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    Você continua sentindo cólica, mesmo após o final da menstruação?

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Dicas de autocuidado

  • Durante a menstruação, tome ibuprofeno ou naxopreno de sódio conforme orientação da bula, para diminuir a dor e inibir a liberação das prostaglandinas. O acetaminofen diminui a dor, mas não as prostaglandinas. A maioria dos medicamentos para cólica do mercado contém acetaminofen. Leia os rótulos. ( Veja “Analgésicos” em “Farmácia em Casa” ).
  • Beba uma xícara de chá comum, de camomila ou de menta, quente.
  • Coloque uma bolsa de água quente ou bolsa térmica sobre o abdome ou sobre as costas.
  • Tome um banho quente.
  • Massageie delicadamente o seu abdome.
  • Faça exercícios leves como: alongamento, yoga, caminhada ou andar de bicicleta. O exercício pode aumentar o fluxo de sangue e reduzir a dor pélvica.
  • Repouse bastante e evite situações estressantes.
  • Para controle da natalidade, considere a possibilidade de usar pílula, pois esta bloqueia a produção de prostaglandinas, ou o DIU com progesterona, que diminui a cólica menstrual.

Pergunte ao seu médico sobre a indicação e necessidade de suplementação de vitamina B6.

Se após adotar as medidas acima, você continuar sentindo dor, procure o seu médico. 

 

Fonte: http://www.lincx.com.br/