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Alimentos que ajudam a Engravidar

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É cada vez maior o número de casais que recorre a tratamentos médicos para realizar o sonho de ter um filho. Porém, poucas pessoas sabem que certos alimentos ajudam a manter as células reprodutoras ativas por mais tempo, aumentando as chances de concepção.

Nós, médicos, podemos apontar diversos problemas para a infertilidade, até mesmo genéticos, mas a alimentação também tem grande importância neste contexto. Estudos apontam que 15% dos homens e mulheres inférteis estão acima do peso, por isso é preciso ter mais atenção com aquilo que colocamos à mesa quando nos programamos para ter um filho.

A Sociedade de Medicina Reprodutiva Americana mostrou que 83% dos homens com infertilidade não consumiam frutas e verduras, algo em torno de menos de 5 porções por dia. Já entre os homens que comiam frutas e verduras, o número cai para 40% de inférteis. Por isso, especialistas não descartam a possibilidade do surgimento da infertilidade masculina ser causado por mudanças maléficas nos hábitos alimentares.

Na lista dos alimentos que devem ser cortados da dieta estão o álcool e o café, pois aumentam o nível do hormônio feminino prolactina, o que conseqüentemente reduz a fertilidade. O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde e dificulta a fecundação por ser tóxico para os aparelhos reprodutores de ambos os sexos, além de desregular o ciclo menstrual. O café consumido em excesso (mais de uma xícara por dia) reduz pela metade a probabilidade de gravidez.

Entre as substâncias que devem ser introduzidas na alimentação estão: ácido fólico, encontrado em alimentos como espinafre e feijão; zinco, presente no germe de trigo e na carne vermelha; vitamina B6, da banana e do frango; vitamina B12, obtida na ingestão de fígado e atum enlatado; e a nossa conhecida vitamina C, encontrada na acerola e em frutas cítricas como laranja e abacaxi.

Seguindo estes pequenos passos podemos aumentar as chances de reprodução de maneira simples e natural, sem necessidade de tratamentos médicos. Além disso, é preciso pensar na saúde do bebê que chegará, por isso é fundamental as gestantes terem hábitos saudáveis, inclusive na alimentação.

Dra. Sylvana Braga é médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra com clínica no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O que é a Infertilidade

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O que é?

Dados de importantes estudos internacionais mostram que aproximadamente 35% das mulheres em todo o mundo apresentam distúrbios hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo, ou seja, a ovulação normal. Outros 35% apresentam algum tipo de obstrução tubária – ou nas trompas, ou nas tubas uterinas – provocada por infecções ou cirurgias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 20% das mulheres em idade fértil têm dificuldade de engravidar por causa da endometriose, uma doença caracterizada pela presença do endométrio (camada de pele que reveste o útero internamente, renovada a cada mês depois do período menstrual) em locais fora do útero e que também impede a gestação.

Para entender a razão pela qual pode haver dificuldade de concepção, é importante que você conheça um pouco a anatomia do seu aparelho reprodutor.

O aparelho genital e reprodutor feminino é formado por: ovários, tubas uterinas, útero, vagina e órgãos genitais externos.

Os ovários compreendem duas estruturas, uma de cada lado do corpo, situadas dentro da cavidade pélvica. Produzem os hormônios sexuais femininos, chamados estrógeno e progesterona, responsáveis, respectivamente, pelas características sexuais secundárias da mulher (seios, deposição de gordura sobre coxas e nádegas, pêlos, menstruação, etc.) e pela gestação. Os hormônios sexuais femininos são responsáveis pela produção dos óvulos, após a puberdade.

As duas tubas uterinas localizam-se na cavidade pélvica e estão ligadas ao útero. Através delas é que o óvulo, que é liberado todos os meses, atinge o útero. Nesse trajeto pode haver a fecundação, o início de uma nova vida.

O útero , órgão no qual o óvulo fertilizado se fixa para desenvolver-se, mede aproximadamente 8 cm de comprimento, 4 cm de largura na sua parte superior e 2 cm de espessura. Durante a gravidez, esse tamanho é aumentado em diversas vezes.

A vagina , localizada na extremidade inferior do “canal do parto”, é o órgão feminino da cópula e o ducto por onde é liberada a menstruação.

Os órgãos genitais femininos externos compreendem o púbis, os grandes lábios, os pequenos lábios, o vestíbulo da vagina, o clitóris, o bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores:

  • Púbis (popularmente conhecido como monte de Vênus): elevação arredondada formada basicamente de um acúmulo de gordura; após a puberdade, encontra-se recoberto de pêlos.
  • Grandes lábios: duas pregas alongadas abaixo do púbis, que correspondem ao saco escrotal do homem.
  • Pequenos lábios: duas pequenas pregas de pele localizadas entre os grandes lábios, uma de cada lado da vagina.
  • Vestíbulo da vagina: fenda entre os pequenos lábios que contém o óstio da vagina (ou abertura da vagina), o óstio da uretra (ou canal da urina) e a abertura dos ductos das glândulas vaginais.
  • Clitóris: corresponde ao pênis; é constituído, da mesma maneira, por tecido erétil que, quando estimulado sexualmente, se enche de sangue e aumenta de tamanho. É uma região bastante sensível.
  • Bulbo do vestíbulo: duas pequenas massas pares e alongadas de tecido erétil localizadas ao lado dos óstios da vagina.
  • Glândulas vestibulares maiores: duas estruturas arredondadas ou ovóides que se localizam logo atrás do bulbo do vestíbulo. Secretam um muco característico durante a relação sexual, cuja função é lubrificar a vagina para a penetração.

As estatísticas mostram que os problemas para engravidar são mais comuns do que podemos imaginar. Felizmente, a grande maioria deles pode ser resolvida com acompanhamento médico correto.
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Quais são as causas?

Comprovadamente, o estresse diário pode influir no desempenho de várias funções fisiológicas do organismo, inclusive no funcionamento hormonal, que reflete diretamente no aparelho reprodutor, podendo impedir a mulher de engravidar. Especialistas afirmam que aproximadamente um em cada dez casais tem dificuldade de ter filhos.
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Como é feito o diagnóstico?

Antigamente era comum apontar a mulher como única responsável por não conseguir engravidar. Hoje sabe-se que as causas da infertilidade também incluem o homem. Felizmente, na grande maioria dos casos, o diagnóstico preciso e o tratamento correto, realizado sempre com acompanhamento médico, trazem resultados muito bons.

Especialistas alertam que apenas se justifica a investigação de um casal com suspeita de esterilidade após um ano de atividade sexual em período fértil, sem o uso de métodos anticoncepcionais. As chances de gestação aumentam progressivamente com o passar dos meses de tentativa. Somente cerca de 10% dos casais não obtêm gravidez após um ano. Se, passado esse tempo, o casal não conseguir a gestação desejada, justifica-se a procura de um médico especialista em fertilização para iniciar uma investigação.

Para identificar com precisão as causas da dificuldade de engravidar, o médico pode solicitar alguns exames, que irão:

  • investigar a infertilidade masculina com o espermograma, exame de material ejaculado colhido após três a cinco dias de abstinência sexual;
  • investigar a infertilidade feminina.

Entre os principais exames específicos solicitados pelo médico estão:

  • ecografia da pelve;
  • teste de dosagens hormonais;
  • histerossalpingografia (um exame radiológico contrastado que avalia a cavidade uterina e a permeabilidade positiva ou negativa das trompas);
  • videolaparoscopia (exame realizado em ambiente hospitalar, para avaliação da presença ou não de aderências pélvicas ou da endometriose, bastante freqüente em casos de esterilidade);
  • videoisteroscopia (exame para a avaliação da cavidade uterina com a retirada de miomas ou pólipos).

Embora alguns fatores de esterilidade estejam associados a agenesias (falta de órgão) de útero, trompa ou vagina e a alterações das gônadas, estas são situações raras. Geralmente os fatores de esterilidade, sejam masculinos, sejam femininos, são adquiridos durante a vida, decorrentes de infecções, alterações hormonais ou, ainda, provocados por seqüelas de cirurgias.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a incidência de esterilidade na população brasileira está em torno de 10%, sendo que em 40% dos casos a causa é exclusivamente masculina, em 50% exclusivamente feminina e em 10% dos casais existe a associação de problemas masculinos e femininos.
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 Como tratar?Atualmente existem várias opções de tratamento confiáveis para os diversos casos de disfunção sexual, muitas vezes responsáveis pela infertilidade, como ejaculação precoce, disfunção erétil (impotência), anorgasmia (ausência de orgasmo), dispareunia (dor na relação sexual). Todo tratamento deve ser prescrito e acompanhado pelo médico, após a realização de exames cuidadosos capazes de detectar a existência de algum problema orgânico que esteja dificultando a concepção.

 

O diálogo aberto entre os cônjuges contribui para que eventuais problemas possam ser diagnosticados pelo médico e solucionados sempre que possível. A terapia de casal tem se mostrado bastante eficaz na orientação e na educação dos parceiros quanto à sua vida sexual, esclarecendo dúvidas que muitas vezes podem dificultar o relacionamento. Muitos casais, por falta absoluta de informação, podem expressar sentimentos de culpa e medo por problemas que freqüentemente são de solução simples.

Embora todo tratamento de infertilidade esteja fundamentado na correção dos problemas diagnosticados pelos exames solicitados pelo especialista, em um número considerável de casais apenas a orientação médica sobre qual a melhor maneira de proceder e quais os dias férteis para as relações é suficiente para que se alcance o objetivo de engravidar.

Quando nenhum problema orgânico é detectado pelo médico, alguns conselhos podem ajudar o casal a melhorar o desempenho sexual, facilitando, se esse for desejo de ambos, a concepção:

  • Antes, durante e após a relação sexual, o casal deve esforçar-se por deixar de lado todos os problemas, conscientizando-se de que eles não serão resolvidos exatamente nesses momentos.
  • O casal deve evitar repetir a relação de forma previsível ou sistemática: a imaginação pode ser aguçada, diversificando-se jogos e brincadeiras.
  • Cuidar da saúde é fundamental: problemas detectados pelo médico, sejam eles orgânicos, como deficiências hormonais, hipertensão e diabetes, sejam comportamentais, como depressão, irritabilidade e ansiedade, devem ser tratados por especialistas, pois tendem a influir no dia-a-dia do casal.
  • É importante criar espaço para que cada um dos cônjuges possa exercer sua individualidade. Cercear a liberdade do outro é impedir seu desenvolvimento como pessoa, em todos os campos. Momentos de afastamento e reaproximação são importantes tanto para o homem quanto para a mulher.
  • Jamais se deve descuidar da aparência. Entretanto, não se esqueça que é preciso entender as carências, as exigências e as limitações do corpo.
  • Não responsabilize o outro pelos seus próprios fracassos. Não hesite em procurar um terapeuta sempre que precisar de ajuda para autoconhecer-se. Admita seus defeitos e suas fraquezas.
  • Leia, estude, atualize-se, informe-se. Conviver diária e harmoniosamente com quem parou no tempo é difícil e nada acrescenta à relação.

Em casos específicos, sempre detectados pelo médico e sob sua orientação, podem ser utilizadas modernas técnicas terapêuticas para facilitar a concepção, como por exemplo a reprodução assistida, a indução da ovulação, a inseminação intra-uterina e a fertilização in vitro.

Converse com seu médico a respeito.

 Fonte: http://www.portalfeminino.com.br

Como engravidar com saúde

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Planejando a gravidez O desejo de ter filhos faz parte da vida de homens e mulheres e é extremamente importante o período em que planejam ter um bebê. Pensar na vinda de um novo ser não significa para o casal, apenas, antegozar as alegrias da expectativa. É preciso preocupar-se com a saúde do futuro nenê e para isso, preocupar-se com a própria saúde.Para que a gravidez ocorra, para que a gestação se desenvolva tranqüila e para que o recém-nascido seja saudável, é necessário que a futura mamãe tenha acompanhamento médico. Avaliação da saúde do casal Exames médicos, os chamados check-ups pré-gravidez, são necessários para avaliação do estado de saúde do casal. As consultas são oportunidades para que os parceiros contem seu histórico de doenças familiares, discutam com o obstetra suas ansiedades, esclareçam suas dúvidas e sejam orientados por ele sobre tudo o que é benéfico ou nocivo para a gestação de um bebê sadio. É importante lembrar que, apesar do desejo de conceber um filho, nem sempre a gravidez ocorre no primeiro mês de tentativa e que não deve haver ansiedade nessa expectativa, pois pode contribuir para dificultar a concepção.

Exames laboratoriais

Além dos exames físicos completos, inclusive o pélvico, o médico solicita para a mulher os seguintes exames laboratoriais:   

Papanicolaou – para avaliação da saúde das células do útero.

  • Exames de sangue – para identificação do tipo sangüíneo e de possíveis doenças.
  • Teste para verificação de açúcar no sangue (glicemia).
  • Pesquisa de rubéola, anemia e toxoplasmose, que podem comprometer o desenvolvimento normal do feto.
  • Testes de laboratório para detecção de doenças sexualmente. transmissíveis, que podem contaminar o bebê através da mãe (AIDS, hepatite B, sífilis, citomegalovírus).

Recomendações médicas

Mesmo com saúde perfeita, a mulher que deseja ser mãe receberá do seu médico recomendações quanto à ingestão de vitaminas, à alimentação, peso corporal e exercícios físicos.

  • Vitaminas – No mínimo um mês antes de engravidar e até o fim do terceiro mês de gestação, deve tomar complexos vitamínicos contendo ácido fólico, pois podem diminuir os riscos de o bebê nascer com defeitos congênitos.
  • Alimentação – Sua dieta deve ser balanceada, com consumo de verduras, legumes, frutas e cereais. Açúcar e café, quando em excesso, podem ser nocivos ao desenvolvimento do feto. Bebês de mães que fumam e/ou bebem nascem com peso baixo.
    • Exercícios físicos – Além de ajudarem na estética corporal e prepararem o corpo para as alterações da gravidez, estudos mostram que os exercícios físicos regulares e adequados, estimulam a produção de substâncias cerebrais responsáveis pelo bem estar psíquico. A mulher deve, pois, praticá-los antes, durante e depois da gestação.
    • Peso corporal – O ideal é que bons hábitos alimentares e exercícios físicos estejam mantendo o peso normal da mulher que vai passar pelo processo da gestação. Magreza excessiva ou obesidade são, sempre, fatores de risco na gravidez e no parto.

  • Controle de doenças

    É importante que o diagnóstico de hipertensão arterial, alterações da tireóide, anemia e doenças auto-imunes seja feito antes da gravidez, pois devem ser tratadas e, posteriormente, controladas durante toda a gestação. É importante, também, que mulheres com mais de 35 anos peçam orientação ao seu ginecologista sobre o risco de terem um feto mal-formado. Ele saberá orientá-las sobre exames fetais que podem detectar anormalidades em bebês de algumas semanas de gestação.

    Vacinas

    As mulheres que não possuem anticorpos contra rubéola devem ser vacinadas e evitar a gravidez durante, pelo menos, três meses após a imunização. Também existe vacina contra a hepatite B, infecção crônica que pode ser transmitida ao feto.

    Doenças genéticas

    Existem doenças que são hereditárias, como a fenilcetonúria, Tay-Sachs, anemia falciforme, fibrose cística e hemofilia. Casais sadios podem ser portadores desses traços genéticos, portanto, se houver histórico familiar de qualquer uma dessas doenças, é preciso fazer testes sangüíneos, antes de conceber um bebê. O aconselhamento genético antes da gravidez é muito útil nesse caso.

    No passado, a medicina preventiva não estava desenvolvida e, por isso, muitas mortes de mulheres e de bebês aconteceram por ignorância. Hoje, a informação está ao alcance de todos e não é difícil receber orientações médicas, porém, apenas isso não basta. É preciso colocá-las em prática.