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Campanha defende telhados brancos contra Mudanças climáticas

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Contra o aquecimento global, pinte o seu telhado de branco. Essa é a nova campanha do GBC (sigla em inglês para Conselho de Construções Verdes), “One Degree Less” (Um Grau a Menos), que promete, baseada em pesquisas ligadas ao Departamento de Energia dos EUA, diminuir a temperatura interna das casas em até 6°C.

A organização, que promove o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil pelo mundo, defende que a cor branca reflete até 90% dos raios solares, assim pode diminuir também o consumo de energia dentro do prédio em 20% a 70% e emitir menos gases de efeito estufa na atmosfera. De quebra, a solução promete diminuir o aquecimento global em 1% se pelo menos 30% a 40% das casas pintarem de branco seus tetos.

A proposta, no entanto, não é tão milagrosa quanto pretende ser. Outros cientistas contestam a campanha ao afirmar que, apesar de a cerâmica absorver 90% dos raios solares, tornando o ambiente mais quente, a produção maior de tinta também agride o meio ambiente, além de custar mais caro. Uma solução sugerida é um sistema de ventilação entre o forro e o teto, que amenizaria a absorção de calor.

Fonte: http://sustentanet.com.br/

A revolução da evolução

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São diversas as teorias sobre a evolução do homem. Muitas nos mostram ótimos argumentos, outras nos fornecem ainda mais dúvidas. Porém, há muito podemos afirmar que nossa espécie já tem grande quantidade de anos e está em estado de evolução durante todo o tempo. Em inúmeros sentidos, nos fornece ótimos resultados – melhor qualidade de vida, conforto, cura a muito mais doenças, entre tantas outras coisas. Porém, a busca incessante por tudo isso e a ganância por mais nos guiou a um caminho cujo fim pode estar próximo e, pessimismo à parte, não será nada agradável esperar por ele. Estou falando do aquecimento global.

Sabemos que nossas ações cotidianas não são, como pensávamos antes, inofensivas. Transformamos-nos em seres extrativistas sem limites, fazendo do planeta Terra o que quisemos.

O ser humano é o único animal que consegue acabar com todas as espécies, além da sua. Estamos eliminando espécies animais como se tivessem sido criadas para servir-nos. Segundo um estudo científico de pesquisadores canadenses e americanos, divulgado pelo prestigiado jornal Sciense, se nada for feito imediatamente, em 50 anos não existirá mais peixes nos mares. O mais triste é que as matérias que trataram desse assunto mostraram muito mais donos de restaurantes e admiradores gastronômicos preocupados com o fim de parte de seu cardápio. Ou seja, a possível extinção dos peixes só representa a falta de um ingrediente culinário e não a morte e inexistência de seres vivos mais antigos que a nossa própria espécie. Este foi só um exemplo, já que muitos animais são tidos como produto, rotulados como inferiores aos seres humanos.

Em conseqüência desta nossa percepção de vida e sua banalização, chamo atenção para o pior problema ambiental vivido. Não é de hoje que somos alarmados quanto à seriedade dos problemas decorrentes do aquecimento global. Porém, só agora passamos a sentir seus efeitos e a destinar mais crédito a seu potencial. E quantos de nós estamos preocupados o suficiente para repercutir em ações significativas?

Renata

‘Comam menos carne’, diz principal cientista da ONU

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As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rajendra Pachauri, que preside o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fará a sugestão em um discurso em Londres na noite desta segunda-feira.
Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.
Mas um porta-voz da União Nacional dos Fazendeiros da Grã-Bretanha disse que as emissões de metano de fazendas estão caindo.
Pachauri acaba de ser apontado para um segundo termo de seis anos como presidente do IPCC, o órgão que reúne e avalia os dados sobre clima dos governos mundiais, e que já conquistou um prêmio Nobel.
“A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa”, disse à BBC.
“Então eu quero destacar o fato de que entre as opções para reduzir as mudanças climáticas, mudar a dieta é algo que deveria ser considerado.” Clima de persuasão O número da FAO de 18% inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne – abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e as emissões físicas de gado e rebanho.
As contribuições dos principais gases do efeito estufa – dióxido de carbono, metano e óxido nítrico – são praticamente equivalentes, segundo a FAO.
O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.
Pechauri irá falar em um encontro organizado pela organização Compassion in World Farming, CIWF (Compaixão nas Fazendas Mundiais, em tradução-livre), cuja principal razão para sugerir que as pessoas reduzam seu consumo de carne é para reduzir o número de animais em indústrias pecuárias.
“O ângulo das mudanças climáticas pode ser bastante persuasivo”, disse.
Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo; mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior.” Benefícios Há várias possibilidades de redução dos gases de efeito estufa associados aos animais em fazendas.
Elas vão de ângulos científicos, como as variedades de gado geneticamente criadas para produzir menos metano em flatulências, até reduzir a quantidade de transporte envolvido, comendo animais criados localmente.
“Nós apoiamos fortemente as pesquisas com o objetivo de reduzir as emissões de metano dos animais de fazendas, por exemplo, mudando suas dietas e usando a digestão anaeróbica.” As emissões de metano de fazendas britânicas caíram 13% desde 1990.
Mas a maior fonte mundial de dióxido de carbono vindo da produção de carne é o desmatamento, principalmente de florestas tropicais, que deve continuar enquanto a demanda por carne crescer.
“Isso é algo que deveria provavelmente acontecer em nível global como parte de um tratado negociado para mudanças climáticas, e seria feito de forma justa, para que as pessoas que têm pouca carne no momento, como na África sub-saariana, possam comer mais, e nós no oeste comeríamos menos.” Pachauri, no entanto, vê a questão mais como uma escolha pessoal.
“Mas, se formos sinceros, menos carne também é bom para a saúde, e ao mesmo tempo reduziria as emissões de gases do efeito estufa.”

Fonte:Guiavegano