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O filme mais visto no Brasil

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O boca a boca e o Dia dos Namorados colocou o nacional A mulher invisível, de Cláudio Torres, assumiu a primeira colocação no ranking dos filmes mais assistidos no Brasil no último fim de semana, deixando O Exterminador do Futuro: A salvação em segundo lugar.

A comédia estrelada por Selton Mello e Luana Piovani estreou no último dia 5 e teve crescimento de 22% em relação ao seu primeiro final de semana em cartaz. Com isso, o filme já acumula mais de 800 mil espectadores após somente 10 dias desde sua abertura. A expectativa é de que o longa siga com bons números nas próximas semanas.

De acordo com o site Filme B, comédias nacionais como “A mulher invisível” costumam ter vida longa nas bilheterias. “Em geral, a abertura destes filmes equivale a 10% de seus números finais”, informou o boletim na estreia do longa.

Na sinopse de A mulher invisível, Pedro (Selton Mello) acredita no casamento, mas é abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda (Luana Piovani), sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Seu único defeito era não existir…

 

 Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

Chackras

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Os chakras

Chakras (roda) são centros que captam e distribuem a energia vital para nossos corpos físico e sutis. Esta energia vital é chamada prana; ela é absorvida no processo respiratório e distribuída aos chakras pelos canais energéticos, denominados nadis pelos yogues e meridianos pelos chineses. Toda vez que ocorre uma alteração em nosso equilíbrio energético (por emoções, mudanças em nosso estilo de vida, etc …) há uma alteração na energia dos chakras, pois eles funcionam como um acumulador eletromagnético (ou banco de dados), armazenando informações, memórias …. Muitas vezes o corpo reage a esses retornos com dor. Ela indica que estamos mexendo em um terreno perigoso para nosso ego. O ego se preserva, mas às vezes essa proteção é excessiva, pois impede qualquer mudança. Se ao invés de fugir da dor nos propusermos a escutá-la, se nos relacionarmos com ela, poderemos entrar em contato com a mensagem que está além da dor.
Cada um de nossos chakras elabora um tipo de energia. Veremos os 7 chakras principais:

Chakra  Raiz ou MULADHARA: situado na base da coluna; representamos simbolicamente por uma flor de lótus de 4 pétalas de cor laranja. Está ligado às nossas necessidades básicas de segurança. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra, lutamos por nossa individualidade; ansiamos por sentir proteção. Este chakra acumula impressões, memórias, conflitos, atitudes e crenças gerados em nosso esforço para alcançar autonomia pessoal e identidade. Se, durante a fase em que buscávamos esta autonomia nos sentimos inseguros com relação ao nosso ambiente, nossos pais, ou inadequados de alguma maneira, este chakra e os nadis a ele ligados guardarão esta memória, e poderão sofrer alguma desarmonia. O desafio do chakra raiz é nos sentirmos seguros e conectados com a realidade física – nosso corpo e o Planeta Terra. O sentimento natural deste primeiro chakra é sólido, estável, imóvel, passivo, consciente. A força essência que adquirimos quando nosso primeiro chakra é ativado e equilibrado é a imobilidade absoluta. Quando nós podemos verdadeiramente ficar parados, nós nos tornamos conscientes de nossa presença, nós podemos instintivamente sentir os nossos corpos e o nosso entorno físico, nós podemos relaxar completamente, nos sentimos em casa em nosso corpo, na Terra, em qualquer lugar. Muladhara relaciona-se com o grande potencial humano, com a energia primitiva e com as necessidades básicas de sobrevivência. Este chakra dá energia ao corpo físico, controlando o medo, e aumenta a saúde em geral. O Chakra está associado com as qualidades de resistência e solidez, representando o elemento terra.

 

 

Chakra do Baço ou SVADISTHANA: localizado na região dos órgãos genitais; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 6 pétalas cor-de-rosa. Está ligado ao desejo de sensação, de ter, amar, pertencer a, de estabilidade (emocional e financeira). Quando atuamos no mundo a partir de uma consciência ligada a este chakra estamos sempre procurando sensações agradáveis, que uma vez alcançadas precisam ser eternizadas. Nos apaixonamos e sofremos ante a possibilidade de perder o objeto de nossa paixão. Quando perdemos a fonte de nossas sensações (seja uma pessoa, atividade prazerosa, um objeto querido,…) nos ressentimos. Este chakra acumula memórias, impressões, etc … referentes à fase em que buscávamos a troca afetiva, quando nascia em nós o impulso erótico, a busca do outro. Problemas nesta fase podem gerar medo de perder (pessoas, coisas, situações); hostilidade nos relacionamentos, ciúmes, solidão, ressentimento … O desafio do segundo chakra é expandir, criar, conectar e criar laços com outros seres humanos. O sentimento natural do chakra do baço é expansivo, dinâmico, fluidez do vórtex espiral de energia. A força essência do segundo chakra desperto é expansão e liberdade. Quando a nossa energia se sente fluída e desentulhada, nós nos aceitamos incondicionalmente, nós sabemos que somos dignos de amor, nós nos sentimos seguros para tocar e nos unirmos com outro, e espontaneamente nos encantamos com nosso feitos criativos. Svadhisthana relaciona-se com os impulsos sexuais ou com as energias dominadas pela vitalidade sexual, poder físico e fertilidade, além de relacionamentos interpessoais primários. Ele é o centro de tudo que forma a personalidade humana. O Chakra governa o princípio do paladar e a respiração vital prana.

 

Chakra do Umbigo ou MANIPURA: localizado no centro do abdôme; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 10 pétalas de cor verde. Está ligado ao desejo de poder, a vontade de aprender e de se comunicar. É o centro do ego, do “eu sou”, da nossa vontade. Aí está o que visceralmente somos. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra queremos marcar nosso território, ser respeitados e até mesmo temidos. Este chakra acumula memórias, impressões,… da fase em que buscávamos afirmar nossa vontade, nosso ego no seio de nossas famílias. É a fase do “não” da criança pequena. Problemas ocorrem quando nos sentimos tolhidos, por pais medrosos ou muito autoritários. Estes três primeiros chakras elaboram nossas necessidades básicas: segurança, sensação e poder. Em todo o reino animal estas necessidades existem como luta por alimento (sobrevivência), sexo (procriação) e poder (preservação da espécie). É a partir da consciência do quarto chakra que começamos a vivenciar nossa humanidade. O desafio do terceiro chakra é ignição, conectar com e focar em nossa energia física. O sentimento natural do chakra do umbigo é a energia de vida ardente concentrada. A força essência é força e vontade. Quando nós sentimos o pulso de nossa própria energia no umbigo, nós alavancamos a fonte de nosso poder pessoal. Podemos encarar a vida com identidade e determinação, auto-suficiência e bem-estar. Nós temos o poder do desejo de ação, a integridade para saber o rumo correto da ação e a energia para fazer o que precisamos. Relaciona-se com emoções no estado bruto, impulsos de poder no sentido de acalmar as emoções e frustrações e aliviar as tensões e ansiedades, além de estar ligado à identificação social. Equilibrar este chakra ajuda a utilizar melhor a intuição. Patanjali em seu yoga sutra (III, 29) diz que a contemplação deste Chakra nos leva ao conhecimento do organismo físico e suas funções, porque este é o Chakra da energia vital. O Chakra está relacionado com o princípio da visão e também da luz.

 

Chakra do Coração ou ANAHATA: localizado no centro do peito, região do coração; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 12 pétalas, de cor dourada. Está ligado ao amor transpessoal, incondicional, aos ideais nobres, ao desejo de expansão do autoconceito e da visão do mundo. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra aceitamos o outro, não importa o que ele nos faça (ou deixe de fazer). Renunciamos ao desejo de que as coisas aconteçam “do nosso modo”. Vivemos nossas vidas – e deixamos que os outros vivam a deles. Somos capazes de sentir compaixão, de nos colocarmos no lugar do outro. Podemos então aceitar nossas fraquezas, apegos, vulnerabilidade. Aprendemos a perdoar, pois compreendemos que as falhas são apenas e tão somente passos na jornada que cada um trilha. Elas fazem parte de nosso aprendizado, nos tornam humanos. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra sentimos equilíbrio – nem agitação excessiva, euforia, nem depressão. Sentimos mais energia e necessitamos de menos horas de sono. O desafio do quarto chakra é nos abrirmos à vibração desapegada e sem julgamentos do amor universal. O sentimento natural no chakra do coração é o calor radiante profundo. A força essência é amor. Quando estamos sintonizados com o ritmo natural de nosso coração e experienciamos o luzir acalentador que ele gera, nós sabemos que estamos conectados com A Fonte de toda força curadora e espiritual. Nós somos capazes de nos entregarmos, de aceitar incondicionalmente e aproveitar alegremente a vida da forma que ela se apresenta a nós. Nos apaixonamos com a vida e isso é suficiente para nos tornarmos felizes e em paz conosco, com os outros e com o mundo. A energia dele é chamada de Kakini Sakti em amarelo brilhante, uma única face com três olhos, quatro braços, segurando um laço e uma caveira, e fazendo os gestos para garantir os benefícios e dissipar os medos. O Chakra está associado com o elemento ar e o princípio do toque.

 

Chakra da Garganta ou VISHUDDA: localizado no centro da garganta; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 16 pétalas de cor azul-prateado. Ligado à livre expressão de nossa criatividade, a nossa auto-expressão. É considerado o centro da abundância, pois quando usamos nossos dons no mundo a natureza nos devolve em pagamento tudo aquilo que precisamos. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra, abrimo-nos para receber o que nos é ofertado, sem criarmos qualquer sentimento de obrigação. Neste chakra temos a compreensão de que vivemos em um mundo perfeito, mas não do ponto de vista da felicidade momentânea. “O seu mundo é perfeito por lhe proporcionar continuamente as experiências de que precisa para se desenvolver como um ser consciente” (isto é, livre de apegos emocionais). O desafio do quinto chakra é liberar o nosso medo de nos comunicarmos com os outros e o mundo. O sentimento natural no chakra da garganta é ressonância vibratória livre. A força essência é a palavra. Quando conseguimos nos libertar de nossos medos, sentimentos de impossibilidades e orgulho, nos tornamos capazes de falar confiantes e com coragem a nossa verdade. Quando alcançamos a nossa pureza na garganta, nós tocamos a força e escutamos o som do silêncio. Nós podemos ouvir, e somos ouvidos. Nós sabemos quando falar e quando se calar. O que dizemos possui um impacto incontestável. Está associado com o elemento éter (akasa) e controla o princípio do som relacionado com o sentido da audição.

 

Chakra Frontal ou AJNA: localizado no centro da testa; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 2 pétalas de cor azul-púrpura. É o centro da percepção consciente. Quando atuamos a partir deste chakra nos tornamos testemunhas de nossas ações, pensamentos e sentimentos. Observamos, sem fazer nenhum tipo de julgamento. Assistimos nossos corpos e mentes atuando no mundo, fazendo suas obrigações, percebendo que somos – todos nós – atores desempenhando, por um breve tempo, seus papéis. Não precisamos gastar nossas energias querendo mudar o script alheio, nem nos identificando com nossos papéis. Vivemos a cada instante o que ele nos traz. A meditação visa nos trazer cada vez mais para este “estado de testemunha”, no sexto chakra. O desafio do sexto chakra é focar a mente em um ponto onde a clareza do ponto e a paz ocorrem automaticamente. O sentimento natural que ocorre dentro de nossas mentes é a verdade. Nos tornamos capazes de trazer à nossas mentes o ponto da unidade para além da dualidade, nos movemos para além da mente racional conflituosa. Nós experimentamos o conhecimento interno, a intuição, os poderes psíquicos e a clarividência. Nós sabemos de nossa verdade, sintonizamos e confiamos em nosso guia interior e somos capazes de, conscientemente, participar na criação de nossa realidade. Este Chakra está associado com várias faculdades cognitivas da mente. Tanto imagens mentais como idéias abstratas são experimentadas aqui neste nível. Aqui, pela primeira vez, o indivisível, a existência una se manifesta para o bem da criação dos dois.

 

Chakra da Coroa (Coronário) ou SAHASRARA: localizado no alto da cabeça; representado simbolicamente por uma flor de lótus de mil pétalas de cor violeta. É o centro mais difícil de ser atingido, ou mesmo compreendido, mesmo por curtos períodos no estado de meditação. Isto porque neste centro perdemos a noção da individualidade, do ego; podemos então perceber nossa união com tudo que existe. Nossa mente é dual, toda nossa percepção do mundo se processa sobre esta dualidade: bom x mau, belo x feio, certo x errado, luz x sombra, etc… Neste chakra a dualidade não existe – como nossa mente racional poderia compreendê-lo? O sábio chinês Lao-Tzu descreve a consciência que vive neste chakra:

O desafio do sétimo chakra é sintonizar e se render à consciência divina. O sentimento natural ou experiência que ocorre é unicidade, benção, pureza, e vazio além do espaço-tempo. A força essência é consciência e iluminação. A abertura do chakra coroa nos move para além da realidade tridimensional dos sentidos físicos e das formas, crenças e pensamentos. Nós percebemos, conectamos, nos fundimos e somos capazes de utilizar energia infinita. O desconhecido se torna conhecido. Encontramos o significado transcendental da vida. Deus e eu, eu e Deus somos UM. Situa-se à quatro falanges acima da coroa da cabeça. Relaciona-se com a experiência de auto-compreensão ou de esclarecimento. Dá vitalidade ao cérebro e afeta no desenvolvimento das habilidades psíquicas. O chakra sincroniza todas as cores, abrange todos os sentidos e funções e é penetrante em seu poder. A forma é o círculo transcendendo os vários planos em uma ordem ascendente, e, finalmente, o derradeiro estado de Mahabindu, o oco transcendental supracósmico e metacósmico. A lótus invertida simboliza a exposição do corpo sutil com as radiações cósmicas. O Sahasrara é o centro da consciência  quintessencial, onde a integração de todas as polaridades são experienciadas e o ato paradóxico da transcendência é conquistado passando-se para além do samsara e emergindo do espaço-tempo.

 

Se todos na Terra reconhecerem a beleza como bela,
desta forma já se pressupõe a feiúra;
Se todos na Terra reconhecerem o bem como o bem,
deste modo já se pressupõe o mal.
Porque Ser e Não-ser geram-se mutuamente.
O fácil e o difícil se complementam.
O longo e o curto se definem um ao outro.
O alto e o baixo convivem um com o outro.
A voz e o som casam-se um com o outro.
O antes e o depois se seguem mutuamente.

Assim também o Sábio:                                                 
permanece na ação sem agir,
ensina sem nada dizer.
A todos os seres que o procuram
ele não se nega.
Ele cria, e ainda assim nada tem.
Age e não guarda coisa alguma.
Realizada a obra,
não se apega a ela.
E, justamente por não se apegar,
não é abandonado.

(Tao Te Ching)

 

Fonte: http://www.casadaindia.art.br

 

 

Plantas de Poder

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“Conheço e vejo a Deus: um imenso relógio que palpita, esferas que giram dentro e fora das estrelas, a Terra, o universo inteiro, o dia e a noite, o choro e o riso, a felicidade e a dor”, Maria Abina, xamã mazateca.

“Era como se eu fosse uma consciência que tudo atravessa (…). Reconhecia que os seres vistos com os olhos fechados eram indubitavelmente mais reais do que meus amigos presentes no quarto. (…) Eu entrara em contato com um nível de realidade mais funda e mais intensa. (…) Eu sabia de mim, dos meus e do mundo – e minha capacidade de amor por tudo isso estava muito aumentada. (…) Algo de essencial mudou em mim a partir daquela noite.” Caetano Veloso, no livro Vereda Tropical. Do peiote mexicano utilizado pela xamã à Ayahuasca experimentada por Caetano e mais diversas de plantas alucinógenas espalhadas pelo mundo pode-se encontrar diversos relatos tentando descrever a experiência da ingestão, palavras como: expansão da consciência, contato com uma realidade sagrada não material, mirações de espíritos, autoconhecimento com sensações de êxtase e sofrimento, fazem parte da rotina de cerca de 11 mil pessoas que usam frequentemente plantas do poder em rituais de novas religiões brasileiras, como o Santo Daime, a União do Vegetal e a Barquinha.

O uso de plantas em rituais são milenares, achados arqueológicos levaram o homem a comprovar que há quase 4800 anos a humanidade conhece as propriedades desses vegetais. Segundo a antropóloga Bia Labate “o uso dessas plantas está ligado à origem das religiões” em seu livro O uso Ritual das Plantas de Poder. Além da Ayahuasca (combinação do cipó mariri e das folhas de chacrona nativos da floresta amazônica), fazem parte desse grupo alguns tipos de cogumelos, os cactos peiote e São Pedro, a iboga africana, a jurema, o paricá e até o tabaco e a maconha, que não propiciam as mesmas experiências das primeiras.

A mescalina, separada do cacto peiote em 1897, foi inspiração para Jean-Paul Sartre escrever A Náusea na década de 1930. Foi quando artistas e poetas beats como Allen Ginsberg e William Bourroughs começaram a inspirar com a criatividade e a sensibilidades aguçados por essas substâncias. As plantas que apresentam componentes psicoativos foram denominadas drogas por conter substâncias que alteram o estado psíquico de quem as usa. São considerados psicoativos a cocaína, originada a partir da folha de coca – e que foi popularizada por Sigmund Freud como tratamento contra a dependência de ópio -, e até o álcool, extraído da cana-de-açúcar (mas cujo efeito entorpecente já tinha sido descoberto muito antes do século 19). Os psicoativos que permitem a experiência de visões foram descritos como alucinógenos.

Até hoje, porém, os estudiosos discutem o termo. “As vivências propiciadas pelas plantas alucinógenas não fazem a pessoa sair da realidade, como a palavra sugere. A consciência permanece alerta”, alega a antropóloga Sandra Goulart. As plantas alucinógenas não têm os componentes químicos tóxicos de estimulantes como a cocaína e o ecstasy ou de depressores como a heroína e o álcool, que podem causar dependência. São drogas da selva metabolizadas naturalmente pelo organismo, que até hoje não tiveram efeitos maléficos comprovados.

As 100 principais espécies de plantas alucinógenas foram listadas no livro Plantas dos Deuses, espécie de bíblia do assunto que inclui peculiaridades brasileiras, como a jurema. Trata-se de uma planta comum na caatinga nordestina que tem sido usada nos rituais de mesmo nome, nas sessões de catimbó e nos candomblés de caboclo. Os alucinógenos naturais brasileiros fazem parte do grupo de apenas 1% de plantas medicinais da nossa flora. O compêndio dos alucinógenos foi escrito na década de 70 pelo botânico Richard Schultes e pelo médico suíço Albert Hofmann, descobridor do LSD, o ácido lisérgico, versão sintética do princípio ativo presente em alguns cogumelos. O invento de Hofmann foi o primeiro alucinógeno químico, surgido em 1943. Entre os anos 50 e 60, virou objeto de estudo do funcionamento da mente: mais de mil trabalhos foram publicados relatando pesquisas feitas como psicodélicos em 40 mil pessoas com problemas de alcoolismo e outras desordens. Mas a perigosa indução a bad trips em vários trabalhos e o uso indiscriminado do LSD pela geração flower power, de Janis Joplin e Jimi Hendrix, cortaram pela raiz os estudos científicos em 1966. Isso acabou jogando na obscuridade as pesquisas com LSD. Como se fossem as árvores do fruto proibido da Bíblia, as plantas alucinógenas foram incluídas no rol de drogas proibidas mundialmente.

A alternativa encontrada pelas comunidades tradicionais para usar as plantas diante do proibicionismo é uma brecha na lei para utilização com fins religiosos. O Santo Daime, a União do Vegetal e a Barquinha, as seitas surgidas no Brasil no século 20, tocam seus cultos tendo como figura central o chá ayahuasca por meio de uma liberação do Conselho Federal de Entorpecentes (Confen). A mesma licença foi dada na Holanda e na Espanha. Na América do norte, já havia sido criado um grupo espiritual para legalizar as experiências com o consumo de peiote entre os índios, a Igreja Nativa americana. Homem branco, portanto, não toma peiote nos EUA. A tradição do uso do cacto foi influência das tribos mexicanas. Todo mês de setembro, grande parte dos 50 mil índios huicholes peregrinam até sua montanha sagrada em Real Catorce, na Sierra Madre Occidental, para entrar em contato com Deus sob o efeito do mesmo cacto sagrado que popularizou o antropólogo Carlos Castañeda nos anos 60. Seu livro mais famoso, A Erva do Diabo, foi inspiração de “viagens astrais” com esta e outras plantas, como a datura, da mesma família da flor de lírio – único dos nossos alucinógenos de efeito reconhecidamente “delirante”.

No Gabão, nação da África Central, a seita Buiti, que consome o iboga quase virou a religião oficial do país desde a década de 30, com mais de 1 milhão de usuários da planta. Também a maconha, de poder alucinógeno discutível, tem seu uso ritualizado pelo movimento religioso rastafári na Jamaica desde o século passado e por grupos religiosos da Índia há milênios. Vêm dos hindus, por sinal, alguns dos registros mais antigos de uso ritual de cogumelos. Acredita-se que a espécie Amanita muscaria, original da Sibéria, seja o misterioso soma, droga divina da Índia antiga de 3.500 anos atrás. O cogumelo consumido ritualmente pelos astecas também era a planta mais temida pelos espanhóis que colonizaram o México. Identificada pela ciência apenas em 1851, a ayahuasca da Amazônia pode ter sido usada pelos incas da cidade sagrada de Machu Picchu desde o século 16. E o tabaco é quase uma unanimidade nos contextos espirituais dos índios do continente americano e nos cerimoniais afro-brasileiros – umbanda e o candomblé.

O efeito dos alucinógenos varia. “A intensidade da experiência depende do estado físico e psicológico de quem ingere, da quantidade e da circunstância”, diz o geriatra Otávio Castello, do Departamento Médico-Científico da União do vegetal, cuja tese de mestrado avalia o efeito da ayahuasca na saúde mental dos usuários. Estudo semelhante foi feito por outro médico, o psiquiatra Eliseu Labigalini Jr., que trabalha no Programa de Orientação e Assistência ao Dependente (Proad) da Unifesp. Dr. Labigalini entrevistou ex-dependentes químicos que se livraram do vício depois de tomar ayahuasca. “Minha conclusão é de que há um benefício de estruturação pessoal”. Mas um alcoólatra que larga a bebida para tomar um alucinógeno não estaria substituindo uma substância por outra? Segundo o Dr. Labigalini, a resposta é negativa. “As pessoas não se viciam com a ayahuasca. Há muitas que nem continuam freqüentando as sessões”, conta. A razão mais provável para o fim da dependência, segundo Labigalini, é o processo de transformação psicológica pelo qual passa a pessoa que usou um alucinógeno. “Há relatos até de drogados que se viram mortos durante o transe. É como se eles precisassem passar pelo sentimento de ir ao fundo do poço para que pudessem se recuperar”, continua. Contudo, “a ayahuasca não é para qualquer um”, concorda o “ayahuasqueiro” Victor Nieto, curandeiro peruano que já experimentou mais de 20 vegetais em 12 anos de trabalho com plantas de poder. “A pessoa tem que estar em busca de autoconhecimento e se dispor a confrontar o seu lado sombrio”, explica Victor, um ex-executivo que se curou de uma depressão ao tomar contato com as plantas.

Os estados alterados de consciência, como se percebe, levam a pessoa a um contexto de difícil compreensão, entre o mental, o espiritual e o emocional. Um estudo cognitivo-psicológico feito pela psicóloga israelense Benny Shanon tentou identificar as visões mais comuns de 18 bebedores de ayahuasca durante o transe. Imagens da morte, de pássaros, de répteis e de seres divinos foram citadas em 80% dos casos. Para descobrir o que se passa na cabeça durante a alteração de consciência — ou ampliação, como preferem os usuários das plantas —, várias pesquisas têm sido feitas. Uma das explicações diz respeito à serotonina, substância que o cérebro produz e que está presente nos princípios ativos de algumas plantas, como o alcalóide dimetiltriptamina (DMT) da ayahuasca, da jurema e do paricá. A mesma serotonina que participa do controle de sensações como o prazer e a fome está envolvida no mecanismo de ação de remédios antidepressivos. O aumento da quantidade de serotonina no cérebro poderia explicar o fato de algumas depressões serem “curadas”.

O antropólogo suíço Jeremy Narby levantou uma hipótese polêmica, ele supôs que haveria informação verdadeira na esfera alucinatória. Em sua pesquisa, ele viu semelhança entre as visões de serpentes de luz, que ocorrem em vários usuários durante o efeito da ayahuasca, coma estrutura e as propriedades físico-químicas do DNA — a molécula que guarda nosso código genético é reconhecida por emitir pequenas partículas de luz. Nessa hipótese, durante seus estados alterados, “a consciência seria, metaforicamente, reduzida a um estado molecular onde se enxergaria o DNA”. Isso explicaria, entre outras coisas, as visões de luz e a sensação de compreensão da origem do universo, comum em relatos de alteração de consciência. A teoria de Narby tem a ver também com o fato de o PCR, técnica revolucionária de multiplicação de pequenas quantidades de DNA para uso em pesquisas genéticas, ter sido descoberto por Kary Mullis durante uma assumida experiência com LSD.

Enquanto os poucos estudos acontecem, a procura pelas plantas dos deuses têm crescido de forma discreta, muito em função da moda da “nova era”. Tanto que a utilização rotineira delas criou o risco de extinção. O peiote mexicano, por exemplo, só nasce na região do deserto e pode ter seu crescimento interrompido quando colhido de forma errada. O turismo esotérico para a região de Real de Catorce já preocupa os huicholes, que têm no uso do cacto um dos traços mais marcantes de sua cultura. No Brasil, a retirada do cipó mariri passou a ser controlada pelo Ibama em 1999, e os grupos religiosos do Santo Daime e da UDV já cultivam suas próprias plantas. No Céu de Mapiá, uma comunidade de 600 pessoas no Acre instalada há 20 anos e que virou o comando central do Santo Daime, um terreno de 250 mil hectares é usado para o plantio sustentável. E ninguém precisa ingerir as milenares plantas de poder, como fizeram Caetano Veloso, Carlos Castañeda e tantos outros, para adquirir outra consciência ampla, a ecológica: trata-se de uma questão tão fundamental para a sobrevivência dessas espécies quanto é a permissão legal para as pesquisas científicas e para seu uso ritual.

O uso de ervas que agem sobre o sistema nervoso central, provocando variadas distorções da realidade, é datado de milênios por inúmeras civilizações, o uso de plantas alucinógenas é visto como uma aproximação religiosa — ou, no mínimo, mística — do ser humano com seu criador. A nova onda de experimentação dessas substâncias acontece num momento em que, mais uma vez, o materialismo excessivo leva pessoas a buscas espirituais, ainda que por meio da misteriosa influência das chamadas plantas do poder. Mas é bem provável que todas as soluções para os problemas humanos se escondam nas plantas. Ano após ano, cientistas encontram, na natureza, substâncias que amenizam dores, curam doenças, alongam a vida e, muitas vezes, matam impiedosamente. 

 fonte: revista terra de Junho/2003

Flor de Lótus,um símbolo sagrado

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Mais que uma planta, um símbolo sagrado

Lótus, planta aquática da família das ninfeáceas. É conhecida também por lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia e é nativa do sudeste da Ásia, mormente Japão, Filipinas e Índia. Possui flores brancas e em geral é cultivada com fins de ornamentação. A espécie foi empregada pelos antigos na fabricação de pão e uma espécie de bebida. Segundo estudiosos, servia como alimento ao povo da Líbia. De acordo com algumas lendas gregas seu suco teria a propriedade de gerar nos estrangeiros a vontade de permanecer na terra e não regressar. Na África setentrional existia um povo que se alimentava desta planta. É identificada em nossa cultura brasileira como vitória-régia (também da família das Ninfáceas) nativa das regiões amazonenses. Algumas espécies florescem na região do Mato Grosso e nas Guianas.

A planta cobre as planícies alagadas do oriente do Egito à China e é uma paixão asiática cultivada desde tempos remotos. É venerada em todo o mundo por milhões de pessoas que a consideram o símbolo máximo da pureza espiritual. Chegou ao ocidente no século IV antes de Cristo. Presenteados pelos egípcios, foram os gregos os primeiros a conhecê-la. A flor espalhou-se pelo restante da Europa, onde foi apreciada por sua beleza, particularmente pelos pintores. A história conta que certos povos da América Central já a conheciam. Sacerdotes do México, por exemplo, embriagavam-se com o efeito alucinógeno produzido por um extrato da planta pouco antes dos primeiros espanhóis pisarem na América. No Brasil, o lótus foi trazido pelos japoneses no século de XX.

Mas a fama da flor de lótus transcende o âmbito espiritual e seu fascínio atinge também os estudiosos da botânica. Há muito tempo que estes especialistas tentam desvendar alguns enigmas que a planta segreda. Pesquisadores da universidade de Adelaide na Austrália, por exemplo, estudam uma estranha característica da flor: assim como os seres humanos, ela é capaz de manter sua temperatura em torno de 35 graus. Esse sistema de auto-regulação de calor, compreensível em organismos complexos, como ocorre com os mamíferos, continua inexplicável para a ciência.

Ainda outros cientistas do instituto botânico da universidade de Bonn, na Alemanha, estudam outra curiosidade do lótus: suas folhas são auto-limpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. Devido a isto consideram-na potencialmente útil para ser aplicada na limpeza doméstica e afins.

Entretanto, apesar de sua unânime beleza, sua utilidade polivalente – especialmente na esfera medicinal, das curiosidades que suscita, e das lendas que inspirou, indubitavelmente sua representatividade destaca-se no plano metafísico.


O mantra do lótus

É isso mesmo, o lótus possui um cântico sagrado!

Imagine a cena: a fumaça do incenso envolve como nuvem os monges budistas do templo Doi Suthep, construído no século XIV nos arredores da cidade de Ching Mai, no norte da Tailândia. Como é corriqueiro, ao amanhecer eles estão lavando as mãos nos botões rosados da flor de lótus espalhando um perfume suave no ar. Com a voz grave ritualmente os monges começam a murmurar o mani padami, um dos principais mantras do budismo – originário do antigo idioma sânscrito. A frase exaustivamente repetida significa: “Ó jóia preciosa do lótus”. Terminado o ritual eles depositam uma quantidade tão grande de lótus sobre os pés de Buda que quase soterram a imagem sagrada.

Esse cenário religioso permeia milhões de pessoas de vários países asiáticos que igualmente crêem que o mantra do lótus tem a capacidade de transformar as pessoas em seres puros e iluminados, como o próprio Buda. As palavras sagradas deste canto estão gravadas nas bandeiras, nos sinos que alertam para as cerimônias, em artigos como anéis e pulseiras, nos enormes moinhos de orações que são girados nos templos pelos toques das mãos dos fiéis etc. Destarte, o “aroma” do lótus impregna o Tibete, Tailândia, Índia, Butão, Indonèsia, China e é raro encontrar um país da Ásia onde o lótus não seja considerado sagrado.


O lótus no budismo

Nas pinturas tibetanas linhagens de budas e homens santos aparecem flutuando sobre flores de lótus – uma representação dos tronos da suprema espiritualidade. Nas escrituras budistas, no Tibete, conta-se que milagrosamente o pequeno Buda já podia andar ao nascer e que a cada passo que a criança “iluminada” dava, brotavam-lhe flores de lótus de suas pegadas – uma das assinaturas de sua origem divina. Hoje muitos monges e fiéis dessa religião visualizam esta mesma cena enquanto caminham, imaginando que flores de lótus surgem debaixo de seus pés. Com esta prática acreditam estarem espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.

O Budismo afirma que Sidarta Gautama (nome histórico de Buda), possui olhos de lótus, pés de lótus e coxas de lótus. O Guru que introduziu o budismo no Tibete é denominado Padmasambhava, que significa aquele que nasceu do lótus.

O lótus no hinduísmo

Na Índia a planta está relacionada com a criação do mundo. De acordo com as escrituras indianas foi do umbigo de Deus Vishnu que teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, isto é, Brahma, o criador do cosmo.

Nas gravuras indianas deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre a flor. Isso ocorre com as representações do deus elefante, Ganexa de Lakshmi – a deusa da prosperidade e de Seiva – o destruidor. Também existe a crença de que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento de uma flor de lótus na cabeça.

O lótus também é essencial para a prática da ioga. Assim como não se pode conceber hinduísmo sem ioga, não se pode conceber ioga sem o lótus. A ioga é prática basilar do compêndio doutrinário hindu e “representa o caminho seguido para se perceber o Deus interior”. Desenvolve-se por meio de práticas avançadas de meditação que requerem a observância de uma posição específica do corpo, mormente a posição sentada que é denominada “Padmasana” ou “Postura de Lótus” na qual os pés são colocados sobre as coxas do lado oposto. Acreditam que a posição do lótus “propicia” o aumento da consciência interna e induz a calma profunda se o praticante associar à postura a filosofia da ioga adequadamente.

Pegando uma “carona” nas crenças hindus, os esotéricos não deixam de dar a sua contribuição com uma parcela de significados “espiritualistas” à flor. Estes crêem que a flor vista de cima infere uma idéia de interiorização, introspecção e centralização, vista de perfil alude a postura de um iogue sentado com um raio de luz emanando dele.


O lótus na mitologia egípcia

No interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito o lótus também é representado como planta sagrada pertencente ao mundo dos deuses. A exemplo da crença indiana sua flor testemunha a criação do universo. Um dos mais interessantes relatos da mitologia egípcia sobre a origem de nosso planeta conta que num tempo muito distante, quando o universo ainda não existia, um cálice de lótus com as pétalas fechadas flutuava nas trevas, um relato que faz lembrar a declaração bíblica que diz: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2, grifo do autor). Entediada com o vazio, a flor pediu ao deus-Sol Rá (uma divindade andrógina, simultaneamente masculina e feminina) que criasse o universo. Tendo criado, a flor agradecida pelo desejo realizado passou a abrigar o deus-Sol em suas pétalas durante a noite de onde ele sai ao amanhecer para iluminar a sua criação.


O lótus e o sexualismo chinês

Já os chineses tinham uma outra interpretação um tanto quanto exótica. Associavam a flor ao órgão genital feminino.

Segundo informam os pesquisadores franceses Jean Chevalier e Alain Cherbrant no livro dicionário de símbolos, na China antiga não havia elogio melhor para uma cortesã do que ser chamada de “lótus de ouro”. Explica-se assim porque entre os chineses a planta é associada ao nascimento e a criação. Mesmo assim o lótus não deixa de contribuir religiosamente para a tradição religiosa daquele país. A deusa do amor e da compaixão Kuan Yin – a mais venerada entre as divindades chinesas femininas, é representada com flores de lótus ainda fechadas nas mãos e nos pés. Como o botão da flor tem o formato de coração, os fiéis acreditam que a planta teria o dom de aflorar os sentimentos amorosos. Os chineses acrescentam ainda outras qualidades preciosas à lótus. Segundo eles, a haste dura simboliza a firmeza, a opulência de sementes estaria relacionada a fertilidade e prosperidade, as folhas – como nascem juntas – indicariam felicidade conjugal. O passado, presente e o futuro também estão simbolizados respectivamente pela flor seca, pela aberta e pela semente que irá germinar.

Além de tudo, segundo a medicina chinesa, a planta é consumida principalmente como chá por possuir qualidades terapêuticas que vão desde a cura de doenças renais e pulmonares até o combate do estresse e insônia.


Práticas antibíblicas que envolvem o lótus

Como ficou demonstrado nesta matéria, para alguns a flor de lótus é muito mais que uma simples planta, é um símbolo sagrado. É freqüentemente associada às divindades orientais e conseqüentemente é do mesmo modo reverenciada como sendo inerente ao “divino”. Entretanto, obviamente, os cristãos não devem nutrir qualquer espécie de repulsa pela flor, mesmo porque isso seria ilógico diante do relativismo de significados nela contidos. Apenas temos de enquadrá-la na sua verdadeira posição. Ao contrário da crença hindu e egípcia a única parte cabível à lótus na verdadeira criação divina deu-se quando Deus criou toda a flora no terceiro dia da criação, “Então disse Deus: cubra-se a terra de vegetação: plantas [entre elas a lótus] que dêem sementes […] E assim foi” (Gn 1.11). Nada além disso!

Atribuir qualquer espécie de poder espiritual a objetos inanimados é uma forma de animismo. O lótus não tem o poder de “transformar as pessoas em seres puros e iluminados” e suas associações com as “pegadas do pequeno Buda”, o umbigo de Vishnu e outros absurdos não passam de folclore religioso.

A ioga e o mantra também são claramente condenados pela Bíblia. Se o Senhor censurou a utilização de palavras vazias e repetitivas nas orações que supostamente eram dirigidas a ele (Mt 6.7), o que dizer quando tais cânticos são oferecidos a uma planta: “Ó jóia preciosa do lótus”?!

Quanto aos praticantes da ioga, estão se colocando cada vez mais sob a influência de Satanás. Na Índia, um iogue é tido como um mahsiddha, ou seja, um bruxo e a prática da ioga desde a antiguidade está relacionada a poderes ocultos e mágicos. É impossível conceber a recepção das “forças do universo” por meio de meditação e exercícios físicos. A Bíblia nos admoesta acerca da saudável meditação: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (maiores informações sobre ioga, consultar Defesa da Fé nº37 – Ioga: ginástica, terapia ou religião).

Como vemos, infelizmente a maior parte da proeminência do lótus está relacionada a práticas antibíblicas. Embora para muitos o lótus seja um símbolo sagrado, na realidade, em sua essência, não é mais que uma simples planta!


Curiosidades sobre a planta

Origem: Sudeste da Ásia

Família: Ninfeáceas

Porte: Sua haste pode alcançar mais de um metro acima do nível da água.

Período de floração: primavera e início do verão

Flores: Produz flores brancas, cor-de-rosa ou brancas com as bordas rosadas.

Multiplicação: por meio de sementes ou divisão de rizomas

Luminosidade: sol pleno

Esoterismo:: Os povos orientais têm esta flor como símbolo da espiritualidade, pois acreditam que ela desabrocha aqui na Terra somente depois de ter nascido no mundo espiritual. O lótus também representaria a pureza, pois emerge limpa e imaculada do meio de águas turvas e lodosas.

Cultivo: Pode ser cultivada em vasos imersos, tanques de jardim, lagos ou lagoas. Seu cultivo em vaso necessita de 2 partes de terra argilosa, 1 parte de esterco bovino bem curtido ou composto orgânico. Por ser uma planta aquática dispensa regas.

FONTE: Revista Defesa da Fé; http://www.icp.com.br

O eu superior é uma caixinha de supresas

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No segundo capítulo do Bhagavad Gita, o espetacular livro de conhecimento védico da Índia, o guerreiro Arjuna (“o homem em desenvolvimento”) pergunta ao deus Krishna (o “Eu Superior” do homem) como diferenciar as pessoas em estado evolutivo avançado das de estado evolutivo atrasado. Krishna responde: “Aquilo que parece ser claridade de dia à massa do povo é, para o homem evoluído, escuridão e ignorância; e aquilo que é noite para a multidão, o sábio reconhece como luz meridiana. Isto quer dizer que aquilo que à gente do mundo sensorial parece ser verdadeiro, para o sábio é ilusão; e aquilo que a maior parte dos homens julga ser irreal e não existente, o sábio reconhece como o único real e existente”.

Segundo o budismo o disparate entre sábios e ignorantes é produto do Véu de Maia (ou “Véu da Ilusão”) e a (in)capacidade de enxergar além dele. O Véu de Maia nos mantêm adormecidos a medida em que limita nossas visões àquilo que entendemos como realidade: valorizamos somente o que é concreto, devemos obediência ao que o senso comum aprova e reconhecemos apenas os fenômenos empíricos, ignorando a legitimidade das experiências místicas. Nos sentimos inadequados cada vez que percebemos que o essencial é invisível aos olhos ou manifestamos o anticonvencional.
 
Mas, de acordo com as filosofias orientais, ilusão é justamente o mundo concreto que o Véu de Maia sustenta, porque é ele que o espírito imortal deixa para trás quando transcende o corpo. Em outras palavras, se a dita realidade acaba quando morremos, ela é tão ilusória e finita quanto um sonho. O que realmente importa é o que levamos conosco, e o que levamos conosco não pertence aos domínios de Maia.
“Ninguém morre. As pessoas despertam do sonho da vida” – Raul Seixas
O sábio, em algum momento de sua trajetória, conseguiu fazer um rasgo no tecido ilusório do Véu de Maia e reconheceu qual a verdadeira natureza da existência. Despertou do estado de coma. Ele compreende que sua encarnação é uma sagrada oportunidade evolutiva, e que precisa de atenção para que seja completamente usufruída. O sábio cuida de sua saúde para prolongar seu tempo; ele participa da vida social para poder desfazer carmas, ajudar a quem precisa, modificar o que é incerto; ele trabalha, é produtivo, porque precisa devolver ao planeta o ar, a água e o alimento que consome. Mas o sábio também vê que muitas vezes as regras, as instituições e as culturas inundam sua vida de costumes que o afasta de seu Eu Superior através de detalhes que simplesmente não fazem a menor diferença para sua galgada espiritual. 
 
O chamado mundo real, embora fundamental para nossa evolução, nos distrai com valores de status, beleza ou prazer que, se muito, durarão apenas enquanto vivermos; gastamos muita de nossa preciosa energia vital nos preocupando com valores que realmente não importam. Além disso ele sempre sugere que a resposta está lá fora – na conta bancária, no Paraíso, na farmácia, no namorado – mas nunca dentro de você mesmo. E o vazio que nos transforma em consumidores compulsivos, dependentes químicos, tiranos gananciosos, comedores vorazes, fanáticos religiosos ou amantes insatisfeitos jamais poderá ser preenchido através dos fugazes valores de Maia. Esse vazio universal, que curiosamente acomete até os ricos, só poderá ser satisfeito com o conhecimento e com a imaginação que existe por trás do Véu que nos cega. E o que há ali?
“Um homem procurando Deus é como um peixe procurando água” – Jake Horsley
 
Ali está tanto o mistério do universo quanto o do seu Eu Superior, que é o seu mistério pessoal, o seu Deus, o seu Krishna. Descobrir-se do Véu de Maia é descobrir-se a si mesmo e, conseqüentemente, descobrir que Deus está miniaturizado dentro de cada ser humano através do Eu Superior. Você pode encontra-Lo numa jornada de auto-conhecimento ou de exploração astral. Essa busca é tão íntima e tão poderosa que independe completamente de religião.
 
Assim como o conceito de fractais, onde um inteiro é composto por frações exatamente iguais a ele, a totalidade de Deus é alcançada através de todos os Eu Superiores do universo, e dentro de cada um deles há Deus, completo. Timothy Leary nos dá essa mesma noção ao afirmar que no cérebro humano há um microcosmo, e que a mente possui todas as funções que o homem precisa para dominar suas fraquezas e arrebatar suas limitações físicas e metafísicas; o Calendário das Treze Luas sugere a mesma coisa quando afirma que cada indivíduo é a representação do universo e, desta forma, carrega todos os seus enigmas; e mesmo o cristianismo acerta quando prega que cada homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.
 
Alguns de vocês podem pensar que a busca pelo Eu Superior é por demais solitária, se considerarmos que aquilo que buscamos está dentro de nós mesmos e que não há ninguém melhor do que nós mesmos para encontra-lo. Mas a solidão é uma espécie de padrão galáctico para os acontecimentos mais importantes de nossas existências. Basta lembrar que nada é mais solitário do que nascer e morrer. Nascemos terrivelmente sozinhos em nossos sustos e morremos terrivelmente sozinhos em nossa despedida, mesmo que haja centenas de pessoas nascendo e morrendo ao nosso redor. O desconforto da solidão provém de nossos condicionamentos Maia em acreditar que sozinhos somos frágeis, incompletos e incapazes. 
Tudo o que você precisa saber para alcançar a plenitude já vem dentro de você mesmo – isso sim é perfeição divina! A vida terrena e a interação com gente e ambiente é uma oportunidade para descobrir-se e aplicar-se na melhoria da humanidade e do planeta. Por isso digo que somos um quebra-cabeça fractal: ao mesmo tempo em que somos uma pecinha completa e independente, temos perfis, características, que se encaixam em outras pecinhas fractais. Esses encaixes são as afinidades que criam os relacionamentos, e as pessoas com quem estabelecemos vínculos não têm o papel de suprir nossas carências e sim o de formar extensões de nós mesmos. Através dos laços de romance, amizade, família, trabalho, expandimos nossas percepções do planeta, trocamos amor (o combustível do universo), ampliamos o alcance de nossas boas ações e conhecemos infinitas versões de realidade.

Uma aldeia global não harmoniosa e em crise constante

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Crise
Crise

 Em 16 de setembro de 1999, a Folha de São Paulo publicou o relatório do Banco Mundial (BIRD) que nos mostra o panorama do mundo no final do século XX. O número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia passou de 1,2 bilhão em 1987 para 1,5 bilhão de seres humanos. Em dois anos, portanto, tivemos um aumento da pobreza no mundo em 25%. Esse relato deveria nos preocupar, pois é, de fato, assustador. É a indicação de que há uma violência que gera novas violências que vão tomando conta do mundo quase que numa dimensão geométrica. Há uma desarmonia nessa ordem de mercado global, focada na ordem econômica que discursa sobre a prosperidade e seus resultados, evitando demonstrar como se procede a distribuição da riqueza. A receita neoliberal ganhou espaços no mundo a partir de 1980. A grande parcela dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, buscaram reestruturar suas políticas dentro dos três princípios das políticas neoliberais: abertura de mercado, a construção do Estado mínimo (reduzir o papel do Estado na administração da coisa pública) e o estímulo à entrada de investimentos externos. Se essa tendência persistir, segundo o Banco Mundial, teremos 1,9 bilhão de seres humanos, inseridos dentro desses dados estatísticos no ano de 2015.

Outro dado do relatório publicado pelo jornal Folha de São Paulo que chamou minha atenção foi o da situação geográfica mundial sobre o aumento do número de seres humanos que de 1987 a 1999, vivem com menos de 1 dólar por dia nas regiões e continentes do mundo. Observemos com atenção:

Dos 4,4 bilhões de seres humanos, habitantes dos países em vias de desenvolvimento:

– 60% não têm acesso à estrutura de saneamento básico.

– Um terço não consome água tratada.

– 25% não possuem moradia decente.

– 20% não têm acesso a tratamento médico.

– 20% das crianças não completam a escolaridade básicas de 4 ou 5 anos .

– 20% das crianças não se alimentam o necessário para desenvolver-se dentro dos padrões básicos de recebimento dos nutrientes para uma boa saúde.

O relatório ainda mostra que o Banco Mundial possuía um estoque de poupança global da ordem de US$ 13,7 trilhões no ano de 2000. Esse dinheiro, em tese, está a disposição dos países de economia em desenvolvimento e que possam mostrar projetos que dêem retorno atraente de investimentos. As demais nações empobrecidas acabam ficando fora dos projetos de investimentos por parte do Banco Mundial. Prevalece a concepção de uma política concentradora. O foco do mercado e dos resultados é que vai delinear os investimentos de poupança global, sob controle do Banco Mundial.

Outras referências que podem nos ajudar a compreender o mundo contemporâneo são os dados apontados pelo BIRD no jornal “O Estado de São Paulo” em 16 de setembro de 1999 sobre a questão urbana. “Em 1975, menos da metade (38%) da população mundial vivia em centros urbanos. Em 2025, pelas previsões do Banco mundial, quase dois terços dos habitantes do planeta (59%) estarão morando em cidades – a maior parte deles (90%) em países em desenvolvimento, sem recursos suficientes para montar uma infra-estrutura adequada” (Estado de São Paulo, 16/09/1999). Com o crescimento urbano numa ordem de exclusão, a violência é a primeira conseqüência, pois, a apartação social é geradora de violência por si mesma.

A cidade tornou-se um local importante para ser discutida na economia global. No lugar do global é preciso ver, também, o local que é a cidade: o lugar onde as pessoas vivem, moram e, muitas vezes sofrem como também se alegram. Em tempos de um processo eleitoral, essas questões nos ajudam a pensar sobre a importância daqueles que se colocam a serviço da população para representá-la nas decisões do município e em políticas pública. E, por isso mesmo, cabem algumas perguntas: Qual é o programa político para a cidade dos candidatos que se apresentam como prestadores de serviço para o município? Há interesses coletivos em suas propostas? Seus discursos são coerentes e pautados por projetos viáveis?

Renata

“Max Payne” é o mais novo game a migrar para a tela dos cinemas

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Los Angeles (EUA), 18 out (EFE) – A indústria do videogame voltou a servir de fonte de inspiração para Hollywood, que leva aos cinemas a vingança do atormentado policial Max Payne, estrela de um bem-sucedido jogo homônimo para os consoles.

O filme, protagonizado por Mark Wahlberg (“Os Infiltrados”, 2006), Olga Kurylenko (próxima Bond Girl no novo filme do agente 007) e Amaury Nolasco (da série “Prison Break”), estreou sexta-feira nos cinemas americanos, em meio à expectativa de milhares de fãs do personagem.

 

A trama do filme “Max Payne” se passa em um ambiente escuro e frio, sob uma interminável nevasca, e avança arrastada pelo desejo de justiça do protagonista Max (Wahlberg), obcecado por encontrar os criminosos que mataram sua família.

 

Wahlberg elogiou a qualidade do filme. “Queria fazer algo divertido, intenso, após fazer ‘Fim dos Tempos’. Era uma oportunidade perfeita para isto”, explicou o ator, para quem nem toda a filmagem foi agradável.

 

Em uma das seqüências mais dramáticas do filme, Wahlberg teve que interpretar debaixo d’água, quase no escuro, sem referências de onde estavam as câmeras.

 

“Foi triste”, afirmou.

 

“Prendem você embaixo, tiram seu ar, é do que eu menos gosto. Na verdade, tenho um problema de ouvido desde que trabalhei em ‘Mar em Fúria’ (2000)”, explicou.

 

O ator, de 37 anos e recentemente pai de seu terceiro filho, admitiu que não conhecia o jogo “Max Payne” até ser contatado para fazer o filme, e afirmou não ter dedicado tempo ao programa porque tem uma “personalidade obsessiva”.

 

“Sou da velha escola”, indicou Wahlberg, que afirmou ter sido fã de jogos mais antigos, como “Pacman” ou “Hockey 93”, da Sega.

 

“Vi minha irmã jogar. Agora, tenho filhos e não posso me permitir. Já não sou um viciado em adrenalina como antes”, confessou o astro, que deixou de andar de moto e agora joga golfe e anunciou que retiraria todas as tatuagens, porque não quer que seus filhos se tatuem.

 

Wahlberg disse buscar agora uma comédia romântica e rejeitou inicialmente a idéia de fazer uma continuação de “Max Payne” e seguir, assim, os passos do videogame, que tem seqüência.

 

“Nunca fiz uma segunda parte e não espero repetir com este filme; tentaram fazer com ‘Uma Saída de Mestre’ (2003) e com outros, mas se não melhorar o primeiro, prefiro que nem façam”, destacou o ator, que deixou em aberto a possibilidade de retomar o papel se “a história agradar às pessoas e for melhorada”.

 

A idéia de uma seqüência não está nos planos iniciais da produção, mas o diretor John Moore (‘Atrás das Linhas Inimigas’, 2006) se mostrou favorável à possibilidade.

 

“Gostaria, acho que há muito mais a contar, mas se não houver Mark não há Max. Isto não é como James Bond, aqui não podemos mudar. Pelo menos eu não estaria interessado em seguir com outro ator”, destacou Moore.

 

Para o cineasta irlandês, o maior desafio do filme era captar a atmosfera do videogame, incluindo a estética das cenas de ação, para o que usou em duas ocasiões um sistema de câmera superlenta com um efeito parecido ao visto em “Matrix” (1999).

 

“Max Payne” se transformará este ano em herdeiro de produções como a saga de “Tomb Raider”, “Doom” (2005), “Street Fighter” (1994) e “Super Mario Bros” (1993), que passaram dos videogames ao cinema.

 

Até o momento, e ao contrário do que acontece com as histórias derivadas das histórias em quadrinhos, as adaptações dos jogos não conseguiram alcançar, nas telonas, o sucesso obtido nos lares, uma disciplina pendente que colocará à prova as virtudes de “Max Payne”

 Fonte:yahoonoticia