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Amigo gay

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Ai, que lindo esse vestido! E essa sandália, que ar-ra-so, amiga! Hum, amei essa sua bolsinha lilás. Mas confesso que estou em dúvida se você fica melhor de calça”. Ah, mulheres… a eterna dúvida do que vestir. Não satisfeitas de ficarmos indecisas sozinhas, chamamos uma amiga pra fazer companhia. Peraí, acho que chegaram a uma conclusão, vamos ver: “você acha mesmo? E que tal a saia branca com a bata verde? Pô, Júlio, te chamo aqui pra me dar uma luz e você ainda me confunde mais”. Aposto que você não está entendendo nada. Um amigo, homem, trocando figurinhas sobre o melhor modelito?! Calma, a gente esclarece: ele é gay!

Você é cheia de amigas de fé, irmãs, camaradas. Viagens, babados, festas, elas são pau pra toda obra, não perdem e não te deixam perder uma. Mas quando a coisa aperta é pro ombro dele que você corre, afinal, amigo é pra essas coisas, sendo gay então. “Acho ele imparcial. Tem exatamente o tom dos dois mundos, é muito sensível e não deixa de ter seu lado homem pra equilibrar”, diz a comissária de bordo Letícia Carlo sobre seu melhor amigo. “O Alex é meu porto-seguro. Tenho amigos heterossexuais, mas eles são diferentes, não é tudo que posso ou quero contar”, comenta ela.

 Ele nunca me deixa ficar pra baixo. Não fica como as mulheres, querendo conversar sobre o problema. Ao contrário disso, fala tanta besteira que até esqueço que estou triste. Fico impressionada como ele não se deixa abater facilmente

 Visualize a cena: você joga seu amigo em cima da mesa de trabalho, o agarra, diz que vai fazê-lo homem e pronto. O resultado disso: muitas gargalhadas. E não passa disso, pois, o amigo em questão não é chegado a fruta. Estas e outras brincadeiras fazem parte de uma grande amizade vivida pela jornalista Ana Paula Campos. “Sempre me senti muito à vontade para brincar assim com ele, para ter um contato físico maior. Esta é a grande diferença em relação aos amigos heterossexuais, com os quais jamais teria coragem de agir assim, com medo de que confundissem as coisas”, diz ela. Ana Paula ainda revela mais uma vantagem deste tipo de relação. “Uma prima minha e um amigo combinavam de dar em cima dos mesmo caras”. Competição? Nada disso! Ela explica: “É que se o cara escolhesse ele, era gay e ela não teria chance mesmo, e vice-versa”.

O alto astral é citado pela advogada Bianca Blak como sendo um dos pontos positivos de seu amigo gay. “Ele nunca me deixa ficar pra baixo. Não fica como as mulheres, querendo conversar sobre o problema. Ao contrário disso, fala tanta besteira que até esqueço que estou triste. Fico impressionada como ele não se deixa abater facilmente”. Bianca conta ainda que uma das situações mais divertidas que já viveu foi em uma festa à fantasia na casa dele. “Fui com meu marido e tinha lá uns poucos casais heterossexuais. As fantasias dos convidados você pode imaginar: barbies, bailarinas, entre outras semelhantes. No meio da festa, enquanto eles faziam uma performance na música ‘It’s raining man’, um vizinho começou a esmurrar a porta reclamando do barulho. Foi uma correria no apartamento e só sobrou na sala quem não estava fantasiado”. O resultado disso: fantasias e maquiagens desfeitas às pressas. “O vizinho acabou com a festa, e o show deles estava ótimo”, lembra.

Mas, para Bianca, não existem regras que estipulem o tipo de convívio que se vai ter com um homossexual. “Tenho um outro amigo que é mais sério, casado e muito fino. Com ele até converso sobre os problemas, mas também falamos sobre casa, decoração. Ele me dá conselhos e, principalmente, muitas dicas de etiqueta, já que é uma pessoa superelegante”, revela, observando também que esta história de que os gays só conversam sobre maquiagem e salto alto é mentira. “Pelo menos comigo não é assim. Em relação a como se vestir, por exemplo, eles pedem mais sugestões do que ajudam”.

Obs: Em homenagem a tds meus amigos gays que eu tanto adoro,vcs são demais.

Fonte:bolsademulher

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