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Quer engravidar? Cuide da saúde e se planeje o quanto antes!

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DivulgaçãoAproximadamente 40% dos casais que não conseguem engravidar têm fertilidade primária, enquanto 60% apresentam infertilidade secundária, ou seja, problemas de fertilidade após uma ou mais gestações, ou em decorrência de abortos.

De acordo com o sócio-diretor da Unifert, Carlyson Moschen, o problema ocorre com maior frequência entre as mulheres e as principais causas são a endometriose, a obstrução das trompas, as complicações em partos anteriores e a gravidez tardia. Os tratamentos são os mesmos aplicados em casos de infertilidade primária.

Muitos casais têm o primeiro filho e por inúmeras razões resolvem dar continuidade à família após muitos anos. Essa gravidez tardia, juntamente com a endometriose, podem ser as causas mais frequentes da infertilidade secundária.

Carlyson lembra que a mulher tem duas idades, a idade física e a ovariana. “A mulher pode estar muito bem fisicamente, com a saúde em perfeito estado, porém os óvulos vão ‘envelhecendo’ com o tempo. E isso significa uma perda na qualidade e, até mesmo, a diminuição no número de óvulos”, afirma.

Já a endometriose, apesar de ainda não haver um consenso científico das causas, é considerada a doença da mulher moderna. Pois a correria do cotidiano e o estresse podem atuar diretamente no seu desenvolvimento.

Portanto, para o especialista, a melhor forma de evitar um problema de infertilidade é não perder tempo. O período ideal entre uma gestação e outra é de aproximadamente dois anos. “A mulher não deve esperar muito, principalmente, se ela já tiver uma gestação considerada tardia para os padrões naturais”, conclui.

Endometriose

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Cólicas menstruais: podem ser sintoma de endometriose

A endometriose é a presença de células endometriais (tecido semelhante ao que reveste o interior do útero) em outras partes do útero ou em outros órgãos da pelve (trompas, ovários, intestinos e bexiga).

A cavidade interna do útero é revestida pelo endométrio, camada renovada mensalmente conforme o ciclo menstrual. É também onde o óvulo fertilizado se implanta e, se não ocorre a fecundação, o endométrio descama e é eliminado através da menstruação. Mas, algumas células podem ficar presas fora do útero, o que caracteriza a endometriose.

Fora do útero, o tecido endometrial se desenvolve em chamados nódulo, tumores ou implantes, provocando dor. Segundo a Endometriosis Associations, estes tumores endometriais não são malignos ou cancerosos.

Não se sabe ao certo porque a doença se desenvolve, mas entre os fatores de risco estão menarca precoce (primeira menstruação), nuliparidade (ausência de filhos), fluxo menstrual aumentado e o não uso de anticoncepcionais hormonais. A endometriose é um dos principais fatores que causam infertilidade.

Sintomas

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose (Abend), estima-se que, pelo menos 10% das mulheres em idade reprodutiva sofram com a endometriose. Conforme a ginecologista Ione Cristina Barbosa, entre os sintomas mais comuns da doença estão:

  • Irregularidades menstruais;
  • Cólicas moderadas a severas;
  • Dor pélvica fora do ciclo menstrual;
  • Dor antes e depois das relações sexuais;
  • Infertilidade.

Tratamento

Muitas vezes, o médico consegue sentir o crescimento do tecido endometrial com o toque, durante o exame pélvico. Porém, alguns exames são indicados para identificar a endometriose. Entre eles, a ginecologista Ione destaca a ressonância magnética, ultra-sonografia pélvica e laparoscopia com biópsia dos focos endometriais.

A laparoscopia, por exemplo, permite que o médico examine a parte externa do útero e os órgãos ao redor com um laparoscópio, instrumento ótico com uma luz na ponta.

Entre os tratamentos, explica a ginecologista, estão:

  • Tratamentos clínicos;
  • Histerectomia (cirurgias de retirada de útero);
  • Ooforectomia (cirurgia que remove um ou ambos os ovários);
  • Lise de aderências (remoção do tecido endometrial por laparoscopia);
  • Remoção dos endometriomas (pequenos tumores de endometriose).

É importante que as mulheres procurem um médico quando tiverem cólicas freqüentes que não melhoram com analgésicos. 

 Fonte: http://www.portalfeminino.com.br