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Uma aldeia global não harmoniosa e em crise constante

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Crise
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 Em 16 de setembro de 1999, a Folha de São Paulo publicou o relatório do Banco Mundial (BIRD) que nos mostra o panorama do mundo no final do século XX. O número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia passou de 1,2 bilhão em 1987 para 1,5 bilhão de seres humanos. Em dois anos, portanto, tivemos um aumento da pobreza no mundo em 25%. Esse relato deveria nos preocupar, pois é, de fato, assustador. É a indicação de que há uma violência que gera novas violências que vão tomando conta do mundo quase que numa dimensão geométrica. Há uma desarmonia nessa ordem de mercado global, focada na ordem econômica que discursa sobre a prosperidade e seus resultados, evitando demonstrar como se procede a distribuição da riqueza. A receita neoliberal ganhou espaços no mundo a partir de 1980. A grande parcela dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, buscaram reestruturar suas políticas dentro dos três princípios das políticas neoliberais: abertura de mercado, a construção do Estado mínimo (reduzir o papel do Estado na administração da coisa pública) e o estímulo à entrada de investimentos externos. Se essa tendência persistir, segundo o Banco Mundial, teremos 1,9 bilhão de seres humanos, inseridos dentro desses dados estatísticos no ano de 2015.

Outro dado do relatório publicado pelo jornal Folha de São Paulo que chamou minha atenção foi o da situação geográfica mundial sobre o aumento do número de seres humanos que de 1987 a 1999, vivem com menos de 1 dólar por dia nas regiões e continentes do mundo. Observemos com atenção:

Dos 4,4 bilhões de seres humanos, habitantes dos países em vias de desenvolvimento:

– 60% não têm acesso à estrutura de saneamento básico.

– Um terço não consome água tratada.

– 25% não possuem moradia decente.

– 20% não têm acesso a tratamento médico.

– 20% das crianças não completam a escolaridade básicas de 4 ou 5 anos .

– 20% das crianças não se alimentam o necessário para desenvolver-se dentro dos padrões básicos de recebimento dos nutrientes para uma boa saúde.

O relatório ainda mostra que o Banco Mundial possuía um estoque de poupança global da ordem de US$ 13,7 trilhões no ano de 2000. Esse dinheiro, em tese, está a disposição dos países de economia em desenvolvimento e que possam mostrar projetos que dêem retorno atraente de investimentos. As demais nações empobrecidas acabam ficando fora dos projetos de investimentos por parte do Banco Mundial. Prevalece a concepção de uma política concentradora. O foco do mercado e dos resultados é que vai delinear os investimentos de poupança global, sob controle do Banco Mundial.

Outras referências que podem nos ajudar a compreender o mundo contemporâneo são os dados apontados pelo BIRD no jornal “O Estado de São Paulo” em 16 de setembro de 1999 sobre a questão urbana. “Em 1975, menos da metade (38%) da população mundial vivia em centros urbanos. Em 2025, pelas previsões do Banco mundial, quase dois terços dos habitantes do planeta (59%) estarão morando em cidades – a maior parte deles (90%) em países em desenvolvimento, sem recursos suficientes para montar uma infra-estrutura adequada” (Estado de São Paulo, 16/09/1999). Com o crescimento urbano numa ordem de exclusão, a violência é a primeira conseqüência, pois, a apartação social é geradora de violência por si mesma.

A cidade tornou-se um local importante para ser discutida na economia global. No lugar do global é preciso ver, também, o local que é a cidade: o lugar onde as pessoas vivem, moram e, muitas vezes sofrem como também se alegram. Em tempos de um processo eleitoral, essas questões nos ajudam a pensar sobre a importância daqueles que se colocam a serviço da população para representá-la nas decisões do município e em políticas pública. E, por isso mesmo, cabem algumas perguntas: Qual é o programa político para a cidade dos candidatos que se apresentam como prestadores de serviço para o município? Há interesses coletivos em suas propostas? Seus discursos são coerentes e pautados por projetos viáveis?

Renata

Sensibilização e Mudanças de Atitudes

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Ouve-se muito sobre o aquecimento global, efeito estufa e outros problemas globais. Porém, somente uma pequena parte da população possui conhecimento sobre o assunto. É preciso levar informações sobre as questões ambientais à sociedade, na expectativa de que cada indivíduo seja sensibilizado, assim tentando reverter o processo de degradação assustador que se vê no presente.

Vale ressaltar que, antes, os agentes naturais eram os responsáveis pelas modificações da superfície terrestre. Os ambientes naturais se mostravam em constante estado de equilíbrio ate o momento em que a sociedade passou a interferir progressivamente cada vez mais e intensamente na exploração dos recursos naturais. Essa exploração foi capaz de introduzir modificações globais que poderão ter conseqüências sérias o bastante para afetar os ecossistemas naturais.

Pode-se dizer que o marco para o Aquecimento Global foi a Revolução Industrial. Desde a década de 70 os indícios do efeito estufa são cada vez mais concretos.

O uso de combustíveis fósseis como carvão, gasolina, ou mesmo o uso de energia elétrica, queimadas e derrubadas de florestas lançam enormes quantidades de CO2 na atmosfera.

Propostas para solucionar o problema foram criadas como no Protocolo de Quioto que busca minimizar as emissões de gases, utilização de energia renovável e reflorestamento. Há também o documento da “Agenda 21”, que visa o desenvolvimento sustentável e o comprometimento ambiental.

Existe ainda a Educação Ambiental que tem como finalidade sensibilizar e fazer com que a sociedade veja o mundo com o olhar ecológico.

Para a compreensão dessa problemática ambiental torna-se necessário desenvolver uma consciência crítica, passando por um processo de sensibilização, mudança de atitudes e valores em relação ao ambiente.

 Renata R. Dos Santos