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Adeus infertilidade: Anote dez dicas importantes para você engravidar

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A infertilidade afeta cerca de 20% dos casais em idade reprodutiva. Nas últimas décadas tem sido notada uma diminuição nas taxas de fertilidade em função do aumento da idade das mulheres, fator atribuído principalmente à educação e à participação da mulher no mercado de trabalho. Assim, o desejo de gestação surge por volta dos 35 anos, idade que coincide com a diminuição da fertilidade feminina.

Portanto, devemos considerar o tempo como um aliado, uma vez que a idade da mulher é o principal fator que determina a gravidez, tanto espontânea quanto artificial. E, para não perder tempo, anote 10 dicas importantes para engravidar:

1- Não deixe para depois…

Se a mulher tem o desejo de ser mãe, não deve deixar para pensar nisso somente após os 35 anos, pois além de sofrer redução progressiva em sua fertilidade, estará mais propensa a apresentar malformações fetais, principalmente as malformações cromossômicas, das quais a mais frequente é a síndrome de Down. E isso é inevitável, pois não conseguimos parar o relógio do tempo!

2- Fique atento ao período fértil feminino…

O período fértil é quando ocorre a ovulação, havendo possibilidade de gravidez. Algumas mulheres apresentam, neste período, um muco vaginal claro ou uma dor pélvica (“dor de ovulação”). Entretanto, isso ocorre apenas durante cerca de cinco dias, no meio do ciclo menstrual (daí a taxa de gravidez na espécie humana, mesmo em casais férteis, ser de apenas 20% ao mês). É recomendado, então, que o casal que deseja engravidar tenha, no mínimo, três relações sexuais por semana.

3- Procure o ginecologista caso não tenha sucesso…

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o casal deve ser considerado infértil quando tenta engravidar por um ano sem sucesso. Caso a mulher tenha mais de 35 anos, este tempo deve ser reduzido para seis meses. Porém, atenção: isso não indica que a mulher deve usar hormônios indutores da ovulação! Indica que o casal deve ser investigado quanto às possíveis causas de infertilidade para depois receber o tratamento indicado.

4- A infertilidade é sempre do casal!

Ninguém é culpado por não haver gravidez. Esse sentimento é muito comum nos casais com dificuldade de engravidar. Portanto, ambos devem ser submetidos a exames diagnósticos, como perfil hormonal feminino, ultrassonografia transvaginal seriada, histerossalpingografia, espermograma, sorologias virais, entre outros. A infertilidade ocorre em 40% dos casos por fatores femininos, em 40% por fatores masculinos e em 10% por causas mistas. Em 10% dos casos não é possível encontrar uma causa (é a chamada Infertilidade Sem Causa Aparente – ISCA). Essa investigação é fundamental para que seja indicado o tipo de tratamento adequado ao casal.

5- Não se desespere se precisar do tratamento de reprodução assistida…

Muitos casais referem uma frustração ao receberem o diagnóstico de infertilidade, mas pense no lado positivo: os tratamentos evoluem a cada dia, para tornar cada vez mais alcançável o sonho da maternidade. São vários os tipos de tratamento, que se resumem, em graus crescentes de complexidade, em: Coito Programado, Inseminação Intra-Uterina (IIU), Fertilização In Vitro (FIV) e FIV com Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI). Por se constituírem em tratamentos específicos, estes devem ser realizados por um especialista em infertilidade. Por serem técnicas avançadas, tais procedimentos devem ser realizados em uma clínica de reprodução com estrutura ampla e detalhada.

6- Casais com recursos financeiros limitados também podem realizar o tratamento…

O programa Acesso foi criado para permitir que casais com recursos financeiros limitados tenham “acesso” aos tratamentos de reprodução assistida, afinal, realizar o sonho de ter um filho não pode depender de classe econômica. Para tanto, o casal deve acessar o site e se cadastrar:
www.queroterumfilho.com.br

7- Existe esperança para mulheres com mais de 40 anos ou com baixa reserva ovariana…

Felizmente, o útero não envelhece como os ovários, o que permite a mulher receber óvulos doados de uma mulher com menos de 35 anos, e, após fertilização com o espermatozóide do seu marido, gerar o bebê até seu nascimento. Este processo, chamado Ovodoação, é permitido no Brasil, desde que a doadora seja anônima, também necessite se submeter ao tratamento e apresente características físicas e imunológicas compatíveis com a receptora.

8- Abaixo a ansiedade!

Muitos casais inférteis, especialmente aqueles submetidos à FIV, encontram-se sob forte estresse, o que pode reduzir a fertilidade, originando um ciclo vicioso que deve ser interrompido para que se obtenha gravidez.

9- A acupuntura pode ajudar…

Já está comprovado cientificamente que a acupuntura apresenta efeitos benéficos na infertilidade. Além de reduzir a ansiedade, ela tem ação sobre a ovulação, podendo melhorar a qualidade dos óvulos, e sobre a implantação do embrião, pelo aumento da vascularização do endométrio.

10- É possível engravidar aos 40 com óvulos próprios de 35 anos… 

Para as mulheres que não têm previsão para engravidar, a possibilidade de congelar óvulos para uso futuro é hoje muito viável. Com a técnica de vitrificação, as características dos óvulos são preservadas em quase 100%, fazendo com que a taxa de gravidez se mantenha. Essa alternativa tende a ser cada vez mais utilizada pela mulher moderna.

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Gravidez: 5 dicas para voltar à boa forma após o parto

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Voltar ao peso ideal logo após o parto é o desejo de toda mãe. Dietas, exercícios e plásticas são algumas opções para remodelar o corpo, mas é preciso respeitar as alterações características do período. “Sugiro não ter pressa. O pós-parto é uma fase de acomodação para o organismo da mãe, que sofreu alterações importantes, especialmente na região abdominal” A seguir, confira nossas sugestões para eliminar a flacidez e os quilos extras da gestação.

  • 1
    Dieta
    Fazer uma dieta rigorosa nessa fase pode ser perigoso, já que o leite deve ser o alimento exclusivo do bebê até os 6 meses de idade. “Os nutrientes ingeridos pela mãe passam para o bebê através do leite, por isso é necessário continuar controlando a alimentação, assim como na gravidez. Sugiro ingerir bastante água e seguir um cardápio balanceado, mas sem radicalismos, que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê. Vale lembrar que o excesso de certos alimentos pode provocar reações na criança. Grãos como feijão, soja e grão de bico devem ser ingeridos com moderação, já que fermentam, dão gases e o bebê poderá sentir cólicas”

  • 2
    Exercícios físicos
    Para não ganhar muito peso, o ideal é praticar exercícios regulares durante toda a gravidez. Após o nascimento do bebê, alguns cuidados devem ser tomados. “Independentemente do parto, é preciso aguardar seis semanas para voltar a praticar exercícios físicos, começando com atividades de intensidade leve a moderada. Os músculos do abdômen, assoalho pélvico e costas precisam de atenção especial, já que foram muito exigidos durante a gravidez. Caminhadas, exercícios na água e yoga são boas opções. É importante lembrar que amamentar o bebê também ajuda a eliminar os quilos extras”

  • 3
    Lipoaspiração
    O cirurgião plástico Rogério Gomes explica que a lipoaspiração é o procedimento mais realizado por mulheres que querem eliminar a gordura, mas ele ressalta que é preciso aguardar seis meses após o parto. Para ele, a chamada hidrolipo é o método mais seguro: “O procedimento permite retirada de volumes maiores de forma segura, diminui o sangramento, dor, gera menos hematomas e permite retorno precoce às atividades regulares. Geralmente, é possível ter vida normal em 5 ou 10 dias. Quando a flacidez é maior, com excesso de pele, indico uma lipoabdominoplastia, procedimento em que a gordura é aspirada através da lipo e as formas são redesenhadas com cirurgia plástica”

  • 4
    Tratamentos estéticos
    Procedimentos estéticos modernos podem ser bons aliados para a perda de medidas e a redução da flacidez no pós-parto. O dermatologista Jardis Volpe explica que os mais modernos são o V3 Contour, que usa um sistema de ultrassom guiado por software específico, o Venus, que utiliza radiofrequência, além do Coolsculpting e Proshock Ice, que reduzem a gordura localizada através do processo de resfriamento da pele. “Em geral, é preciso aguardar 30 dias após o nascimento do bebê para submeter-se aos tratamentos. O ideal é começar durante o período de amamentação. Os aparelhos são seguros e nessa fase ainda há liberação do hormônio prolactina, que estimula a produção de leite e também ajuda na perda de peso”

  • 5
    Cirurgia Plástica
    De acordo com o cirurgião plástico André Colaneri, abdômen e seios são as partes do corpo que as mulheres costumam retocar após a gravidez. Para o sucesso de intervenções cirúrgicas nessas regiões, o médico recomenda calma. “Logo após o parto a mulher encontra-se acima do peso, com flacidez dos músculos, inchada e o bebê precisa de atenção exclusiva. Nesse período, os riscos de infecções e trombose também são maiores. Recomendo aguardar 6 meses, para que os músculos retomem o tônus e o peso retorne ao que era antes da gestação. O resultado é melhor e a cirurgia muito mais segura”, recomenda o médico. Ele explica que os seios podem ser levantados, aumentados ou diminuídos. O médico recomenda a abdominoplastia para eliminação da flacidez do abdômen.

Como cuidar das manchas na pele durante e após a gravidez

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É perto do terceiro trimestre da gravidez que muitas mulheres começam a notar o aparecimento de manchas desagradáveis na pele. Escuras e amarronzadas, as manchas aparecem com mais frequência no rosto, colo e braços. É nesse período também que podem ocorrer o escurecimento dos mamilos, o surgimento da linha escura na barriga (conhecida como linha negra) e também o escurecimento de sardas ou pintas. Por mais difícil que seja eliminar essas manchas, não vale ficar na paranoia. Entenda abaixo o que é, as causas, como tratar e evitar o aparecimento das manchas na pele durante a gravidez:
  • 1
    Por que surgem manchas na pele durante a gravidez?
     a pele da grávida fica mais sujeita a manchas pelo fato de os estrógenos e progestágenos estimularem a melanogênese, que é a formação da melanina. “Como os hormônios estão aumentados na grávida, isso leva a alterações pigmentares como o aparecimento de manchas, escurecimento dos mamilos, sardas e pintas, e surgimento de uma linha escura na barriga”, explica. Segundo a médica, as manchas ainda podem aparecer até cerca de três meses após o parto. Conhecida como cloasma ou melasma, as manchas da gravidez estão na categoria das mais difíceis de serem tratadas.

    A médica explica que, por alguma razão, o melanócito alterado cria uma memória e sempre que estimulado produzirá a mancha. “Quando a pigmentação está restrita à epiderme, que é a camada mais superficial da pele, é bem mais fácil eliminar as manchas da gravidez. Mas se a pigmentação já tiver atingido a derme, ou seja, estiver mais profunda, fica mais difícil corrigir o problema. Nesses casos, avisamos para as pacientes que haverá um clareamento e não desaparecimento da mancha”

  • 2
    Onde as manchas costumam aparecer
    O rosto – mais precisamente bochechas, testa, nariz e lábio superior – é o local de maior incidência do surgimento dos cloasmas. “As alterações pigmentares podem ocorrer em 75 a 90% das gestantes, de forma e localizações variáveis. Algumas áreas da pele podem escurecer, como a fronte, nariz, axilas, face interna das coxas e períneo, assim como as cicatrizes. O distúrbio de pigmentação mais frequente na gravidez é o escurecimento da linha média abdominal, denominado linha negra”

    Segundo o especialista, as mulheres com peles morenas têm mais chances de ter as manchas. “Quanto maior for o fototipo, maior será a chance de hiperpigmentação, pois uma pele mais morena apresenta mais células, ou seja, melanócitos, que são as produtoras de pigmento, a melanina”

  • 3
    Como evitar e tratar as manchas
    Os médicos são unânimes quando dizem que a melhor maneira de prevenir manchas na pele durante a gravidez é utilizar protetor solar, bonés ou chapéus sempre que houver exposição aos raios UVA e UVB. A mulher deve sim tomar banho de sol durante a gestação, mas com atenção ao horário correto: até as 10h e após as 16h. E lembre-se que cada mulher tem uma pele específica e a melhor pessoa para definir qual é o protetor solar adequado é o médico. Além da exposição ao sol, o anticoncepcional é outro fator que favorece o aparecimento das manchas de uma maneira geral. “Anticoncepcionais ou tratamentos com hormônios favorecem o surgimento do melasma porque eles estímulam a produção de melanina”

    O tratamento depende do grau de acentuação das manchas e deve ser iniciado após a amamentação. Peelings, sessões de laser, cremes e óleos são aliados no combate às manchas. “Indicamos substâncias clareadoras nos cremes de uso em casa. Em consultório, temos os peelings e alguns lasers como o CO2 fracionado com despigmentantes e, mais recentemente, um laser micropulsado que, feito semanalmente, ajuda muito a clarear a pele e fazer a manutenção da pele clara”

    “Sempre que possível, a associação de tratamentos ajuda a obtenção de um resultado melhor. O Afa Peel, por exemplo, é um peeling de aminoácidos de frutas ácidas que pode ser feito em gestantes”, reforça Fernanda Tassara. Segundo a especialista, a mulher deve também evitar o uso da cera quente. “Pode haver piora das manchas, principalmente no buço. Muitas vezes as pacientes não se protegem adequadamente após a depilação da face, por isso é tão comum a queixa de melasma no buço. No calor, quando suamos, o primeiro lugar a perder o filtro solar é o buço”

Segunda gravidez: especialistas tiram dúvidas das mães de segunda viagem

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Seja porque seu sonho é ter uma família grande ou porque você conhece as alegrias de ter um irmão e quer proporcionar o mesmo ao seu filho, ser mãe pela segunda vez é uma escolha que afeta não só a sua vida, mas de toda a família. Principalmente dos filhos. Há quem sinta enjoos terríveis na primeira, mas não na segunda gravidez. E como não existem duas gestações e nascimentos totalmente iguais, algumas dicas são essenciais para passar por esse período com saúde, tranquilidade e segurança. No livro “A Bíblia da Gravidez – A Segunda Gravidez”, de Wladimir Taborda, Mariano Tamura e Alice D. Deutsch, publicado pela CMS Editora, os especialistas dão dicas importantes para a segunda gestação. Confira:
  • 1
    Amamentação na segunda gravidez
    É mito acreditar que não se pode engravidar durante a amamentação. As chances são bastante reduzidas, mas existem. “O hormônio prolactina, que estimula a produção de leite, também pode diminuir as chances de ovulação. A ideia de que amamentar também previne a gravidez é falsa e também não é verdade que você precisa parar de amamentar ao engravidar“, diz o livro. Vale ressaltar que se for preciso desmamar o filho mais velho durante a gravidez, o ideal é que seja quando ele conseguir beber em um copo e comer alimentos sólidos.
  • 2
    Sintomas da segunda gravidez são iguais aos da primeira
    Enjoo, dores de cabeça, vontades constantes de urinar e sonolência são alguns dos sintomas mais comuns de gravidez e que se repetem quando a mulher está grávida novamente. “A diferença principal é como a mulher reage a eles na segunda gravidez. A maioria dos sintomas decorre de alterações e adaptações biológicas à gravidez e ocorrem em todas as gestações, como, por exemplo, o escurecimento dos mamilos, corpo e seios inchados e sonolência. O enjoo pode variar em cada caso, mas é o mais rapidamente reconhecido“, explica o mestre em obstetrícia e doutor em medicina pela Unifesp Wladimir Taborda.

    Como a mulher já passou por todas as etapas uma vez, ela já está mais bem preparada para a segunda gravidez. “Ela já sabe que os enjoos vão passar, ou diminuir bastante, assim como todos os sintomas comuns da gravidez e que não fazem nenhum mal para o bebê. Menos ansiedade e reconhecimento precoce dos sintomas mais comuns são típicos da segunda gravidez”, salienta o médico.

  • 3
    Intervalo entre as gestações: qual é o período ideal?
    O intervalo entre o nascimento de um filho e a concepção de outro é um dos fatores que estão associados ao parto prematuro, ao baixo peso no nascimento e ao desenvolvimento abaixo do normal dentro do útero. Por isso, muitas mães sabem que o risco deve ser levado em conta quando decidem ‘emendar’ uma gravidez na outra. “O risco maior dessas complicações costuma estar associado a um intervalo de menos de seis meses entre as gestações“, afirma a publicação “A Bíblia da Gravidez – A Segunda Gravidez”.

    De acordo com o livro, com um intervalo de 18 a 23 meses entre as gestações, o risco é menor. Mas o perigo aumenta 24 meses depois do último parto. Isso porque quando o intervalo é curto a mulher pode não ter se recuperado não só do desgaste físico, mas também da defasagem nutricional da primeira gravidez. “Um intervalo longo entre as gestações pode significar que agora você está bem mais velha e, assim, há maior risco de ocorrer alguma anomalia cromossômica“, dizem os especialistas no livro.

  • 4
    Facilitando a segunda gravidez: dicas para engravidar
    Algumas mulheres preferem um intervalo curto entre os dois filhos. Se você pretende engravidar logo, após o período mínimo de seis meses recomendado entre as duas gestações, é válido revisar o período de ovulação para conseguir fazer com que o espermatozoide chegue ao óvulo o mais rápido possível após o início da ovulação, já que, normalmente, a fertilização acontece dentro de 24 horas a partir da liberação do esperma.

    “O melhor é tentar fazer com que a relação sexual ocorra cerca de 12 horas antes da ovulação. Assim, os espermatozoides já terão chegado à vagina, ao colo e à tuba uterina, onde o óvulo está percorrendo o caminho em direção ao útero”, explicam os autores de “A Bíblia da Gravidez – A Segunda Gravidez”. Segundo o livro, acredita-se que os espermas vivem de um a dois dias dentro do corpo da mulher.

  • 5
    Infertilidade secundária acontece sem explicações
    Mesmo sem haver qualquer problema durante a primeira gestação, mais de um milhão de casais no mundo enfrentam o que é conhecido como infertilidade secundária, ou seja, problemas de concepção após a primeira gravidez ter sido normal. “Isso pode estar relacionado a um longo período de espera entre a primeira e a segunda gestações, bem como a mudanças na saúde ou no estilo de vida”, afirma o livro. Não é raro que o casal precise procurar um médico especializado para avaliar a necessidade de iniciar um tratamento específico de fertilização.
  • 6
    Diferenças no corpo e na barriga da mulher na segunda gravidez
    Você sabia que na segunda gravidez a barriga da mulher parece maior mais cedo? É comum com apenas 10 a 12 semanas a mulher não caber mais na roupa por ter uma barriga semelhante à de quatro meses de gestação. “Nessa época, o útero ainda continua dentro da pélvis e seria cedo demais para ‘aparecer’. No entanto, é comum que a mulher pareça estar grávida de quatro meses, não porque o útero é maior, mas porque os músculos da parede abdominal estão mais esticados e relaxados depois da primeira gravidez“, explicam Wladimir Taborda, Mariano Tamura e Alice D. Deutsch,  no livro “A Bíblia da Gravidez – A Segunda Gravidez”.

    Cansaço extremo, principalmente no primeiro e no terceiro semestres, são mais comuns durante a segunda gravidez. De acordo com a publicação, não há uma explicação convincente para a segunda gravidez ser mais cansativa. “Mas uma explicação pode estar no fato de que você não pode se dar ao luxo de cuidar apenas de você quando está em casa”.

    Ainda de acordo com o livro, se você não teve estrias durante a primeira gravidez – os risquinhos costumam aparecer em 50% das mulheres grávidas -, é bem possível que elas não apareçam na segunda. Ao contrário das varizes, que costumam aumentar com as gestações e a idade. “Mas se as indesejáveis estrias apareceram antes, você pode estar predisposta a tê-las de novo. A receita básica é ficar de olho na balança para evitar ganho excessivo de peso e se exercitar”, afirma a publicação.

Saiba quais são os exercícios físicos mais indicados para as grávidas

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A mulher que nunca se exercitou e sabe que os benefícios das atividades físicas durante a gestação são poderosos não só para ela, mas também para o bebê pode começar a fazer exercícios leves ou de baixo impacto. Para quem já tem uma rotina de malhação e acabou de engravidar, o ideal é manter o tipo e o ritmo dos exercícios. “Se ela já pratica esportes, pode manter o mesmo ritmo até o oitavo mês de gravidez. Essa mulher e a que nunca se exercitou precisam, sempre, ter um acompanhamento médico

Controle do ganho de peso, fortalecimento muscular – não só da região lombar evitando as dores nas costas -,  melhora do condicionamento cardiovascular e do sistema respiratório, além de melhora do retorno venoso e linfático, diminuindo o inchaço são alguns dos benefícios. Entenda abaixo quais são os exercícios mais indicados na gravidez:

  • 1
    Hidroginástica
    Hidroginástica para grávidas

    Hidroginástica é o exercício mais indicado pelos médicos para as grávidas. De acordo com Luciana Flor, a água traz conforto para as gestantes. “Na água elas não sentem o peso da barriga, o que aumenta a segurança para praticar exercícios”, diz a professora. Ela explica que o water relax, espécie de aula de alongamento dentro d’água, também é muito bem-vinda para as gestantes, já que melhora a circulação e diminui inchaços.

    Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 50 grávidas mostrou que a hidroginástica pode ajudar a diminuir as dores no parto, já que apenas 27% das pesquisadas que praticavam exercícios na água solicitou algum tipo de analgésico para dor durante as contrações.

    Letícia Spiller fez hidroginástica durante a gravidez de Stella

  • 2
    Caminhada
    Caminhada para grávidas

    A caminhada está entre as atividades mais democráticas, já que não é necessário estar matriculada em uma academia para praticá-la.

    Após a liberação do obstetra, em geral, a gestante pode praticar exercícios físicos durante uma hora por dia, até 5 vezes por semana. O mais importante é respeitar a frequência cardíaca, que não deve ultrapassar 140bpm. Isso significa que é possível conversar com tranquilidade durante a caminhada.”, diz a professora de educação física Mariana Furtado, do Espaço Bella Gestante.

    Exercícios para gestantes evitam a flacidez

  • 3
    Musculação
    Musculação para grávidas

    A musculação não é contraindicada para gestantes. Bem orientada, fortalece os músculos, melhora a postura e diminui as dores nas costas, provenientes do peso da barriga. “Na musculação é possível trabalhar cada grupamento muscular de forma segura. Gestantes que nunca praticaram exercícios devem começar aos poucos, com 15, 20 minutos, avançando aos poucos. O ideal, sempre, é conciliar o trabalho muscular com atividades aeróbicas, como caminhada, hidroginástica e bicicleta ergométrica”, diz Luciana Flor.

    Conheça a ginástica natural, que não usa pesos ou aparelhos

  • 4
    Pilates
    Pilates para grávidas

    O exercício utiliza o próprio peso corporal para trabalhar diferentes grupamentos musculares.Apesar de parecer ser um exercício leve, o pilates não é indicado para todas as gestantes. “O pilates melhora a postura, evita dores lombares e fortalece os músculos das costas, preparando para o peso da barriga, mas só recomendamos para quem já praticava antes da gravidez. No pilates a gestante trabalhará o tempo todo com o abdômen contraído, o que pode gerar estresse desnecessário para quem nunca praticou”. Ou seja, quem deseja aproveitar os benefícios do pilates deve começar bem antes da gravidez.

    Conheça o pilates e saiba por que ele virou mania entre as famosas

  • 5
    Yoga
    Yoga para grávidas

    A yoga trabalha corpo e mente, ajudando no relaxamento da gestante. “Assim como o pilates, a yoga trabalha o abdômen e só é recomendo para aquelas que praticavam antes da gravidez.Com o passar das semanas e o crescimento da barriga, ficará mais difícil fazer determinadas posturas, mas as academias já contam com programas específicos para gestantes

    Yoga traz benefícios após o nascimento do bebê

Quer engravidar? Cuide da saúde e se planeje o quanto antes!

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DivulgaçãoAproximadamente 40% dos casais que não conseguem engravidar têm fertilidade primária, enquanto 60% apresentam infertilidade secundária, ou seja, problemas de fertilidade após uma ou mais gestações, ou em decorrência de abortos.

De acordo com o sócio-diretor da Unifert, Carlyson Moschen, o problema ocorre com maior frequência entre as mulheres e as principais causas são a endometriose, a obstrução das trompas, as complicações em partos anteriores e a gravidez tardia. Os tratamentos são os mesmos aplicados em casos de infertilidade primária.

Muitos casais têm o primeiro filho e por inúmeras razões resolvem dar continuidade à família após muitos anos. Essa gravidez tardia, juntamente com a endometriose, podem ser as causas mais frequentes da infertilidade secundária.

Carlyson lembra que a mulher tem duas idades, a idade física e a ovariana. “A mulher pode estar muito bem fisicamente, com a saúde em perfeito estado, porém os óvulos vão ‘envelhecendo’ com o tempo. E isso significa uma perda na qualidade e, até mesmo, a diminuição no número de óvulos”, afirma.

Já a endometriose, apesar de ainda não haver um consenso científico das causas, é considerada a doença da mulher moderna. Pois a correria do cotidiano e o estresse podem atuar diretamente no seu desenvolvimento.

Portanto, para o especialista, a melhor forma de evitar um problema de infertilidade é não perder tempo. O período ideal entre uma gestação e outra é de aproximadamente dois anos. “A mulher não deve esperar muito, principalmente, se ela já tiver uma gestação considerada tardia para os padrões naturais”, conclui.

2° trimestre da gravidez

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Sintomas, sinais e sensações
Importante: você pode apresentar todos ou somente alguns dos sintomas descritos. Além de alguns sintomas que continuam do mês passado.
Físicos: 
  Movimentos fetais (finalmente você poderá sentir seu bebê!!);
  Aumento da umidade vaginal (leucorreia);
  Congestão nasal e sensação de entupimento do ouvido;
  Prisão de ventre;
  Âzia e dificuldade de digestão;
  Câimbras nas pernas;
  Possível inchaço dos tornozelos e dos pés, e às vezes também das mãos;
 
Possíveis dores de cabeça, às vezes desmaios e tontura;
  Surgimento de algumas veias varicosas e/ou hemorróidas;
  Grande aumento do apetite;
  Dores nas costas;
  Modificação na pigmentação da pele no abdomen e no rosto
  Aumento da pulsação (frequência cardíaca);
Emotivos:
  Maior estabilidade emocional, podendo de vez em quando sentir-se ainda um pouco irritada e com algumas mudanças de humor;
  Sentido mais amplo de aceitação da realidade de se “estar grávida”;
  Períodos de distração e falta de concentração no que se está fazendo.

Como seu Bebê Cresce dentro de Você
Finalmente você poderá saber o sexo do bebê:
Ao redor da 20a. semana, você poderá ficar conhecendo através da ecografia, se seu bebê será menina ou menino, pois o exame feito nesta fase consegue delinear os orgãos genitais com grande exatidão. É hora de começar a pensar no enxoval e na decoração do quarto do bebê!!!
O bebê vai se movimentando cada vez mais:
Nesta fase, a futura mamãe começará a sentir os movimentos do bebê, cada vez mais intensos. No início, a sensação é como movimentos das asas de uma borboleta dentro de seu ventre. E como ele começa a ter um maior período ativo, em certos períodos do dia, passa também por alguns períodos de repouso.  
Sua pele vai se definindo:
A pele do bebê, nesta fase, forma a chamada “vernix caseosa” que é uma película de gordura sobre a pele que tem a finalidade de protegê-la. Começam a surgir os pelinhos que irão formar os cílios e as sombrancelhas, assim como os cabelos.
Qual é o aspecto do bebê: 
Este mês, o bebê cresce bastante, podendo aumentar até aproximadamente 25 cms. e pesar de 340 a 500 gramas. Seu corpo, neste período, já é todo bem proporcional, cabeça-tronco-membros.
Qual é o aspecto da mamãe:
Em média, uma gestante deve aumentar aproximadamente 450 gramas por semana no segundo trimestre da gravidez. Ou seja, a cada mês um aumento de mais ou menos 2 quilos. Sua barriga agora já deve estar bem redondinha, seus seios poderão estar já produzindo um pouco de colostro. 

Algumas Possíveis Preocupações
Aparecimento de Estrias: 
Infelizmente este é um dos “acontecimentos” da gravidez que toda mulher gostaria de dispensar… Aqueles anti-estéticos sulcos levemente rosados e que se formam quase sempre nos seios, abdomen, pernas e glúteos, e que aparecem  independentemente da nossa vontade. O melhor mesmo é prevenir: como você já está sabendo, evitar um aumento excessivo de peso é bom para muitos dos “sintomas” da gravidez, inclusive no que se refere às estrias. Outra dica é manter o corpo muito bem hidratado, pois as estrias aparecem muitas vezes por falta de elasticidade da pele, principalmente durante uma gravidez, quando ocorre um excessivo estiramento dos tecidos.
Desmaios e Tonturas:
Apesar do folclore sempre nos fazer associar os desmaios de uma mulher como indicador de uma gravidez, ocorrendo portanto nos primeiros meses, na realidade é mais frequente que uma gestante sofra com estes sintomas no segundo trimestre de sua gestação, pois é quando o volume de sangue circulando aumenta de modo significativo. Ou então, a gestante poderá perceber uma certa sensação de tontura cada vez que se levantar, seja da posição sentada como deitada. Existem vários fatores que podem provocar estes desmaios ou tonturas, e o que a gestante deve tentar fazer para evitá-los é sempre se lembrar de não levantar com pressa, fazer pequenas refeições durante o dia para manter o estomago sempre saciado, e tentar evitar ficar em locais fechados, procurando estar mais tempo ao ar livre. Caso você sofra desmaios com frequência, consulte rapidamente seu ginecologista para uma avaliação.
Problemas Dentários:
Algumas gestantes sofrem de problemas dentários durante a gravidez, como por exemplo, inchaço e maior sensibilidade das gengivas, podendo até apresentarem inflamações e sangramentos. Para evitar danos maiores aos dentes e às gengivas, é necessário alguns cuidados básicos: consulte o seu dentista e conte sobre a sua gravidez, se possível faça uma limpeza geral, mas evite fazer radiografias e anestesias; faça uma cuidadosa higiene bucal todos os dias, lavando os dentes após as refeições e usando o fio dental, ou jato d’água ou bochechos; e evite comer doces, balas e guloseimas. Cuidados estes já tão proclamados como eficazes para uma dentição perfeita, durante a gravidez são absolutamente indispensáveis.
Atividades Físicas:
Muitas mulheres gestantes são dedicadas esportistas, e uma dúvida muito frequente é saber até que ponto o esporte ou qualquer outra atividade física pode ser praticada durante a gravidez. A grande maioria dos ginecologistas acreditam que a prática de exercícios físicos durante a gestação é muito importante para o bem estar da mulher, por seus inúmeros benefícios: melhora a circulação sanguínea, alivia as dores lombares, fortalece a musculatura, ajuda os problemas de sono, promove um aumento mais gradual do peso, entre outros. O importante é conversar com seu obstetra sobre quais atividades físicas são as mais indicadas e qual a intensidade e duração das mesmas. É óbvio que são desaconselháveis esportes violentos ou perigosos como lutas marciais, esqui aquático, mergulho, e qualquer tipo de atividade física que provoque um desgaste muito intenso. Os mais aconselháveis são: caminhadas, natação e ginástica para gestantes, exercícios de relaxamento.