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Caetano solta o verbo, anuncia apoio a Marina Silva e afirma: “Ela não é analfabeta como Lula”

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O cantor Caetano Veloso chamou o presidente Lula de “grosseiro” e ainda comparou Marina Silva ao presidente brasileiro e também ao americano, Barack Obama.

Como fez questão de frisar, Caetano declara seu voto a Marina Silva: “Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro.”

Quando questionado sobre se sua candidata teria condições de gerir um país tão grande, ele não poupou elogios: “Acho que ela é muito responsável e sensata. Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir.” Confira parte de algumas respostas do cantor:

Marina Silva

Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem. Mas olha, eu concordo com o Mangabeira sobre a vanguarda tecnológica e o desbravamento. Parece uma contradição? Mas é assim.

Lei Rouanet

Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas e apareciam nuas nos filmes, e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar. Fico com pena do leitor de jornal, quando sai assim “a excursão de tal cantora foi recusada”, ou “foi aprovada”, ou ainda “pode captar”. Para música popular, o máximo da captação é 30%. Mas 30 % de quê? O público lá sabe o que é isso? Para música clássica, pode chegar a 100%… Mas repito: eu sou daquelas moças… não estudei direito.

Rio 2016

Eu li na semana passada, no The Economist, que um dos agravantes para o Rio é o relativo igualitarismo da economia do tráfico. A revista não dá ênfase à derrubada do helicóptero, falam é da economia do tráfico. Que os drug lords do Rio não têm aquela vida de carrões, dinheiro, mulheres… diferentemente do resto da sociedade, onde as diferenças são abissais. A gente devia atentar pra isso.

Artistas pré-fabricados

Fico me perguntando: aqueles pintores que ficaram famosos, foram mais sagazes em seduzir príncipes ou reis, ou eram mesmo os mais talentosos? Ou foram os que combinaram melhor as duas coisas? Ou os que tiveram a sorte de encontrar um príncipe que gostou deles? A diferença hoje passa por outros canais.

Twitter

Twitter não. Eu gosto muito de e-mail. Sou um pouco parcimonioso. Por exemplo, não tenho celular. Nunca tive. Vivo como se estivesse em 1957. Sei que o celular veio bem depois, mas eu ajo com relação a isso como se fosse 1957. Escolhi esse ano porque é um ano que eu gosto.

 Fonte: http://www.folhavitoria.com.br

Em inauguração da Record, presidente Lula faz ataque velado à TV Globo

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Rio de Janeiro – Em discurso na inauguração de dois novos estúdios da Rede Record de televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva referiu-se veladamente à Rede Globo, acusando “alguns formadores de opinião” de tentar “conduzir a opinião pública” para formar o que chamou de “pensamento único”. Ao lado de dirigentes da Record, emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus e rival da Globo, Lula elogiou o surgimento de novas opções na TV brasileira e pediu que ainda surjam outras alternativas no setor para que haja mais concorrência.

“Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela. Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão dando informações”, disse o presidente, em referência à líder Globo, sem citá-la.

“Antigamente, sem controle remoto, (a televisão) ficava num canal só porque a gente ficava brigando em família para ver quem levantava para mudar o canal. Mas, agora, com controle remoto, não precisa levantar, é só clicar”, afirmou. “O que está acontecendo na verdade? Essas alternativas estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar opinião pública, mas querem conduzi-la a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação.”

Torcida

Lula elogiou a iniciativa da Rede Record, que começou a investir em 2005. Segundo o presidente, “não era muita gente que acreditava no Brasil” naquela época. “Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim, depois da vitória, ficaram em 2003 e 2004 torcendo para que o governo não desse certo”, declarou. “Acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de preconceito.”

O presidente lembrou que, ao assumir o governo, o País, além de não ter reservas internacionais, devia US$ 30 bilhões ao FMI. “Hoje este país pagou ao FMI, emprestamos mais US$ 10 bilhões ao FMI e temos US$ 230 bilhões em reservas para dar segurança para a balança comercial e para enfrentar crises como esta que enfrentamos”, afirmou Lula, tentando fazer um paralelo com a atuação da Record.

O presidente chegou acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social) e Orlando Silva (Esportes). Ciceroneado pelo presidente da Rede Record, Alexandre Raposo, conheceu os novos estúdios, antes da solenidade. Lula brincou de cameraman, chegando a focalizar a ministra Dilma e o governador do Rio.

O presidente também brincou de filmar os fotógrafos que o acompanhavam e gritou: “Cena 1, imprensa!” Cabral também entrou na brincadeira, entrevistando Lula: “É o programa Jornalismo de Verdade, vou entrevistar o homem mais importante do Brasil”. A uma repórter da Record, o presidente afirmou que, para sobreviver, o político tem que ser “um pouco artista”.

Lula: País não pode adotar meta de desmatamento zero

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou hoje a possibilidade de o País assumir meta de desmatamento zero. “Nem se o Brasil fosse careca poderia assumir o desmatamento zero. Sempre vai haver alguém querendo desmatar alguma coisa”, definiu, justificando: “O que o Brasil está fazendo é algo revolucionário e muito forte. Já tivemos neste ano o menor desmatamento dos últimos 20 anos, estamos assumindo o compromisso de reduzi-lo em 70% até 2017 e em 80% até 2020. É uma meta que vai precisar um esforço incomensurável da sociedade brasileira para ser cumprida.”
 A afirmação foi feita hoje pelo presidente, em Estocolmo, durante de cúpula União Europeia-Brasil. Na reunião, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, definiu o plano brasileiro como “ambicioso” e exemplar. As negociações visando a 15ª Conferência do Clima (COP 15) das Nações Unidas foram o tema central do encontro, do qual participou o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, presidente temporário do bloco europeu.
 Confrontado com os dados da proposta brasileira, Barroso foi só elogios. “O Brasil adotou um plano muito ambicioso em termos de desmatamento”, afirmou. “Em teoria, pode haver sempre mais ambição. Na Europa é a mesma coisa. Mas estamos sugerindo que outros países, em especial os com floresta tropical, com grandes zonas de mata, possam fazer um esforço comparável ao que o Brasil se submeteu.”
 Mesmo depois de pedir esforços dos demais países em favor de um acordo ambicioso e de definir a COP 15 como “um momento extraordinário” que enfrenta “um impasse”, Lula descartou elevar as ambições de seu governo. O Brasil não pretende adotar metas de desmatamento zero nem elevar os objetivos estabelecidos no Plano Nacional de Mudanças Climáticas como forma de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e facilitar o acordo do clima em Copenhague, em dezembro.
 Protesto
 Minutos antes da cúpula, em sua chegada ao palácio Rosenbad, o presidente se deparou com uma manifestação promovida por militantes do Greenpeace, que pediam em faixas e cartazes o seu comparecimento na COP 15. “Lula, você levou as Olimpíadas, agora salve o clima”, dizia uma das mensagens.
 Questionado sobre se confirmava a intenção de comparecer à conferência, Lula revelou que negocia com outros chefes de Estado e de governo a realização de uma reunião em Copenhague, que aconteceria entre 16 e 17 de setembro – às vésperas do término da COP 15. “A ideia é que nós participemos juntos com o maior número possível de dirigentes mundiais”, explicou. Se não houver acordo, o brasileiro não comparecerá. “Mas eu trabalho com a ideia de que vários presidentes compareçam a Copenhague para que possamos fazer uma discussão a fundo.”

Lula fecha olhos para escândalos quando lhe convém, diz ‘Economist’

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Revista britânica chama Senado de ‘Casa dos Horrores’ e comenta escândalo dos atos secretos.

O revista britânica The Economist diz na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira que os escândalos do Senado brasileiro são um lembrete das falhas cometidas por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da “disposição de Lula em fechar os olhos para escândalos quando lhe convém”.

O artigo é intitulado “Casa dos Horrores”, em uma referência ao Senado, “que tem 81 membros mas, de algum modo, requer quase 10 mil funcionários para cuidar deles”.

Muitos dos funcionários da Casa, segundo a revista, “foram apontados como favores a amigos dos senadores ou simpatizantes políticos”.

A revista comenta a pressão sobre o presidente do Senado, José Sarney, por conta do escândalo.

Sarney é aliado de Lula, afirma o artigo, e o presidente estaria interessado no apoio do PMDB – Partido de Sarney – para a provável candidatura de Dilma Rousseff pelo PT.

“Muitos senadores, de todo o espectro político, cometeram erros. Quando o líder do opositor PSDB foi passear em Paris, por exemplo, o Senado pagou a conta do hotel. (Ele diz que foi um ‘empréstimo’). Então parece injusto que Sarney seja o único pressionado a renunciar”, diz a Economist.

“Mas ele também não pode se dizer ignorante sobre o que se passava no Senado. Este é seu terceiro mandato como presidente. Durante um período anterior, ele apontou Agaciel Maia (chefe da administração do Senado) para sua lucrativa posição.”

O artigo ainda comenta outros deslizes de José Sarney, mas afirma que ele é “um sobrevivente” e “provavelmente vai manter seu posto”, justamente por ainda ter poder dentro do PMDB e ser aliado de Lula.

“Lula disse que Sarney merece mais respeito e culpou a imprensa por inflar o escândalo. Mas no momento em que a economia está apenas emergindo de uma recessão, a saga dos ‘atos secretos’ lembra os brasileiros que seus políticos nunca impõem austeridade a si mesmos”, afirma a Economist.

 

 Fonte: http://noticias.br.msn.com/