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NOVAS REVELAÇÕES – Polícia quer prisão de pai de Eloá

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A polícia civil de Alagoas pediu à polícia paulista a prisão de Everaldo Pereira dos Santos, pai da adolescente Eloá Cristina Pimentel, que foi morta com um tiro na cabeça na sexta-feira (17), depois de ficar cinco dias em poder do ex-namorado na casa dela, em Santo André, no ABC.

De acordo com o delegado-geral adjunto, José Edson dos Santos, o pai de Eloá fazia parte da “Gangue Fardada”, grupo de extermínio formado por policiais militares e liderado por um coronel, que está preso.

Segundo a polícia alagoana, o pai da adolescente era policial militar no estado e é acusado de envolvimento em vários crimes, entre eles, o assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa. O crime foi em outubro de 1991, e, desde então, ele é foragido da polícia. Há quatro mandados de prisão contra ele.

A polícia de Alagoas chegou até o pai da adolescente por meio de denúncias anônimas, diz o delegado-geral adjunto. Com a informação, a polícia procurou a certidão de nascimento de Eloá – que nasceu em Alagoas – e constatou que o nome do pai dela era o da mesma pessoa procurada pela polícia. Pereira também foi reconhecido pelas imagens dele veiculadas na televisão durante o seqüestro da adolescente.

Fontetudoagora

Lindemberg é transferido

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Lindemberg Alves chegou hoje à noite à Penitenciária II de Tremembé, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. O jovem foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não informou o motivo da mudança e afirmou que “não fornece detalhes da rotina de presos sob sua custódia, por questões de segurança”.

Hoje, o Ministério Público (MP) anunciou que o promotor do Júri de Santo André, Antonio Nobre Folgado, cuidará do caso do seqüestro das duas adolescentes, ambas de 15 anos. Após ser comunicado oficialmente da prisão em flagrante de Lindemberg, o promotor terá dez dias, contados a partir da detenção, para receber o inquérito policial. Em seguida, serão mais cinco dias para o oferecimento da denúncia. A promotora da Justiça Militar Eliana Passarelli ficará responsável pela análise da ação da polícia.

O jovem, de 22 anos, foi preso na sexta-feira depois de manter sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, refém por cerca de 100 horas em um apartamento do Conjunto Habitacional do Jardim Santo André, em Santo André, no ABC paulista. O seqüestro terminou com a morte da garota. A amiga dela, Nayara, também foi mantida refém e acabou baleada no rosto.

Fonte:tudoagora

Veja detalhes do depoimento de Nayara à polícia

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O depoimento da estudante Nayara Silva, de 15 anos, revela que Lindemberg Alves, de 22, não tinha um plano definido ao entrar no apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, e fazer refém um grupo de jovens. “A todo o momento, ele dizia que não sabia o que ia fazer. Sua intenção era encontrar Eloá sozinha”, disse Nayara à polícia de Santo André na quarta-feira (15), antes de retornar ao cativeiro. As duas foram baleadas sexta-feira (17) por Lindemberg, no desfecho de um seqüestro que durou mais de 100 horas.

No depoimento, ao qual o G1 teve acesso neste domingo (19), a jovem contou que na primeira noite do seqüestro, após libertar dois adolescentes que estavam no local com Eloá e Nayara, Lindemberg disse que os policiais não estavam acreditando nele e que só “botariam uma fé” quando uma das reféns fosse morta. Em seguida, disparou pela janela contra um policial.

“Após o disparo ele começou a sorrir, passando a dizer que ‘ele era o cara'”, afirmou a estudante à polícia. Lindemberg, então, pediu que os policiais se dirigissem ao pátio. De acordo com Nayara, o seqüestrador teria achado essa conversa divertida e afirmado que os policiais haviam demonstrado medo dele. “Ao observar o isolamento do prédio, ele disse que era o príncipe do gueto, o cara que mandava no local”, continuou a garota.

Mensagem no celular

Na noite de segunda-feira, ainda de acordo com o depoimento, o seqüestrador se acalmou. Seu comportamento voltou a mudar, no entanto, quando Lindemberg se apoderou do celular da ex-namorada e encontrou uma mensagem assinada por um homem chamado Felipe. O seqüestrador ligou para Felipe, se passando pelo irmão de Eloá, e disse que já sabia do “affair” entre os dois. Nayara contou que Lindemberg deu um bofetão em Eloá, quando a jovem começou a gritar.

Depois, o seqüestrador amarrou as duas jovens com fita adesiva e camisetas, para que ele pudesse dormir. Lindemberg forçou Eloá a beijá-lo, mas depois “não forçou mais atos de intimidade com Eloá”, segundo o depoimento.

Ao libertar Nayara, na terça à noite, o seqüestrador a levou até a porta e disse para correr. A jovem afirmou que ele ameaçou atirar em suas costas, caso ela saísse devagar.

Durante as 30 horas que permaneceu no local pela primeira vez, até terça à noite, a estudante disse que Lindemberg não a agrediu e efetuou “quatro ou cinco” disparos: um contra o policial, um contra pessoas que se aglomeravam em volta ao prédio, um contra o computador de Eloá e outros dois no banheiro. Segundo ela, ele tinha levado ao apartamento um revólver e um saquinho com munição. Uma segunda arma, definida como uma espingarda, foi encontrada pelo seqüestrador atrás do armário do quarto do casal, envolta em uma camiseta.

Fonte:tudoagora