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O que é a Infertilidade

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O que é?

Dados de importantes estudos internacionais mostram que aproximadamente 35% das mulheres em todo o mundo apresentam distúrbios hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo, ou seja, a ovulação normal. Outros 35% apresentam algum tipo de obstrução tubária – ou nas trompas, ou nas tubas uterinas – provocada por infecções ou cirurgias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 20% das mulheres em idade fértil têm dificuldade de engravidar por causa da endometriose, uma doença caracterizada pela presença do endométrio (camada de pele que reveste o útero internamente, renovada a cada mês depois do período menstrual) em locais fora do útero e que também impede a gestação.

Para entender a razão pela qual pode haver dificuldade de concepção, é importante que você conheça um pouco a anatomia do seu aparelho reprodutor.

O aparelho genital e reprodutor feminino é formado por: ovários, tubas uterinas, útero, vagina e órgãos genitais externos.

Os ovários compreendem duas estruturas, uma de cada lado do corpo, situadas dentro da cavidade pélvica. Produzem os hormônios sexuais femininos, chamados estrógeno e progesterona, responsáveis, respectivamente, pelas características sexuais secundárias da mulher (seios, deposição de gordura sobre coxas e nádegas, pêlos, menstruação, etc.) e pela gestação. Os hormônios sexuais femininos são responsáveis pela produção dos óvulos, após a puberdade.

As duas tubas uterinas localizam-se na cavidade pélvica e estão ligadas ao útero. Através delas é que o óvulo, que é liberado todos os meses, atinge o útero. Nesse trajeto pode haver a fecundação, o início de uma nova vida.

O útero , órgão no qual o óvulo fertilizado se fixa para desenvolver-se, mede aproximadamente 8 cm de comprimento, 4 cm de largura na sua parte superior e 2 cm de espessura. Durante a gravidez, esse tamanho é aumentado em diversas vezes.

A vagina , localizada na extremidade inferior do “canal do parto”, é o órgão feminino da cópula e o ducto por onde é liberada a menstruação.

Os órgãos genitais femininos externos compreendem o púbis, os grandes lábios, os pequenos lábios, o vestíbulo da vagina, o clitóris, o bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores:

  • Púbis (popularmente conhecido como monte de Vênus): elevação arredondada formada basicamente de um acúmulo de gordura; após a puberdade, encontra-se recoberto de pêlos.
  • Grandes lábios: duas pregas alongadas abaixo do púbis, que correspondem ao saco escrotal do homem.
  • Pequenos lábios: duas pequenas pregas de pele localizadas entre os grandes lábios, uma de cada lado da vagina.
  • Vestíbulo da vagina: fenda entre os pequenos lábios que contém o óstio da vagina (ou abertura da vagina), o óstio da uretra (ou canal da urina) e a abertura dos ductos das glândulas vaginais.
  • Clitóris: corresponde ao pênis; é constituído, da mesma maneira, por tecido erétil que, quando estimulado sexualmente, se enche de sangue e aumenta de tamanho. É uma região bastante sensível.
  • Bulbo do vestíbulo: duas pequenas massas pares e alongadas de tecido erétil localizadas ao lado dos óstios da vagina.
  • Glândulas vestibulares maiores: duas estruturas arredondadas ou ovóides que se localizam logo atrás do bulbo do vestíbulo. Secretam um muco característico durante a relação sexual, cuja função é lubrificar a vagina para a penetração.

As estatísticas mostram que os problemas para engravidar são mais comuns do que podemos imaginar. Felizmente, a grande maioria deles pode ser resolvida com acompanhamento médico correto.
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Quais são as causas?

Comprovadamente, o estresse diário pode influir no desempenho de várias funções fisiológicas do organismo, inclusive no funcionamento hormonal, que reflete diretamente no aparelho reprodutor, podendo impedir a mulher de engravidar. Especialistas afirmam que aproximadamente um em cada dez casais tem dificuldade de ter filhos.
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Como é feito o diagnóstico?

Antigamente era comum apontar a mulher como única responsável por não conseguir engravidar. Hoje sabe-se que as causas da infertilidade também incluem o homem. Felizmente, na grande maioria dos casos, o diagnóstico preciso e o tratamento correto, realizado sempre com acompanhamento médico, trazem resultados muito bons.

Especialistas alertam que apenas se justifica a investigação de um casal com suspeita de esterilidade após um ano de atividade sexual em período fértil, sem o uso de métodos anticoncepcionais. As chances de gestação aumentam progressivamente com o passar dos meses de tentativa. Somente cerca de 10% dos casais não obtêm gravidez após um ano. Se, passado esse tempo, o casal não conseguir a gestação desejada, justifica-se a procura de um médico especialista em fertilização para iniciar uma investigação.

Para identificar com precisão as causas da dificuldade de engravidar, o médico pode solicitar alguns exames, que irão:

  • investigar a infertilidade masculina com o espermograma, exame de material ejaculado colhido após três a cinco dias de abstinência sexual;
  • investigar a infertilidade feminina.

Entre os principais exames específicos solicitados pelo médico estão:

  • ecografia da pelve;
  • teste de dosagens hormonais;
  • histerossalpingografia (um exame radiológico contrastado que avalia a cavidade uterina e a permeabilidade positiva ou negativa das trompas);
  • videolaparoscopia (exame realizado em ambiente hospitalar, para avaliação da presença ou não de aderências pélvicas ou da endometriose, bastante freqüente em casos de esterilidade);
  • videoisteroscopia (exame para a avaliação da cavidade uterina com a retirada de miomas ou pólipos).

Embora alguns fatores de esterilidade estejam associados a agenesias (falta de órgão) de útero, trompa ou vagina e a alterações das gônadas, estas são situações raras. Geralmente os fatores de esterilidade, sejam masculinos, sejam femininos, são adquiridos durante a vida, decorrentes de infecções, alterações hormonais ou, ainda, provocados por seqüelas de cirurgias.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a incidência de esterilidade na população brasileira está em torno de 10%, sendo que em 40% dos casos a causa é exclusivamente masculina, em 50% exclusivamente feminina e em 10% dos casais existe a associação de problemas masculinos e femininos.
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 Como tratar?Atualmente existem várias opções de tratamento confiáveis para os diversos casos de disfunção sexual, muitas vezes responsáveis pela infertilidade, como ejaculação precoce, disfunção erétil (impotência), anorgasmia (ausência de orgasmo), dispareunia (dor na relação sexual). Todo tratamento deve ser prescrito e acompanhado pelo médico, após a realização de exames cuidadosos capazes de detectar a existência de algum problema orgânico que esteja dificultando a concepção.

 

O diálogo aberto entre os cônjuges contribui para que eventuais problemas possam ser diagnosticados pelo médico e solucionados sempre que possível. A terapia de casal tem se mostrado bastante eficaz na orientação e na educação dos parceiros quanto à sua vida sexual, esclarecendo dúvidas que muitas vezes podem dificultar o relacionamento. Muitos casais, por falta absoluta de informação, podem expressar sentimentos de culpa e medo por problemas que freqüentemente são de solução simples.

Embora todo tratamento de infertilidade esteja fundamentado na correção dos problemas diagnosticados pelos exames solicitados pelo especialista, em um número considerável de casais apenas a orientação médica sobre qual a melhor maneira de proceder e quais os dias férteis para as relações é suficiente para que se alcance o objetivo de engravidar.

Quando nenhum problema orgânico é detectado pelo médico, alguns conselhos podem ajudar o casal a melhorar o desempenho sexual, facilitando, se esse for desejo de ambos, a concepção:

  • Antes, durante e após a relação sexual, o casal deve esforçar-se por deixar de lado todos os problemas, conscientizando-se de que eles não serão resolvidos exatamente nesses momentos.
  • O casal deve evitar repetir a relação de forma previsível ou sistemática: a imaginação pode ser aguçada, diversificando-se jogos e brincadeiras.
  • Cuidar da saúde é fundamental: problemas detectados pelo médico, sejam eles orgânicos, como deficiências hormonais, hipertensão e diabetes, sejam comportamentais, como depressão, irritabilidade e ansiedade, devem ser tratados por especialistas, pois tendem a influir no dia-a-dia do casal.
  • É importante criar espaço para que cada um dos cônjuges possa exercer sua individualidade. Cercear a liberdade do outro é impedir seu desenvolvimento como pessoa, em todos os campos. Momentos de afastamento e reaproximação são importantes tanto para o homem quanto para a mulher.
  • Jamais se deve descuidar da aparência. Entretanto, não se esqueça que é preciso entender as carências, as exigências e as limitações do corpo.
  • Não responsabilize o outro pelos seus próprios fracassos. Não hesite em procurar um terapeuta sempre que precisar de ajuda para autoconhecer-se. Admita seus defeitos e suas fraquezas.
  • Leia, estude, atualize-se, informe-se. Conviver diária e harmoniosamente com quem parou no tempo é difícil e nada acrescenta à relação.

Em casos específicos, sempre detectados pelo médico e sob sua orientação, podem ser utilizadas modernas técnicas terapêuticas para facilitar a concepção, como por exemplo a reprodução assistida, a indução da ovulação, a inseminação intra-uterina e a fertilização in vitro.

Converse com seu médico a respeito.

 Fonte: http://www.portalfeminino.com.br

Cólica menstrual

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A cólica menstrual também é chamada de dismenorréia. A maioria das mulheres sente cólicas menstruais em algum período de suas vidas. Elas podem variar de leves a severas. Também podem diferir mês a mês, ano a ano. A dor sentida durante a cólica menstrual pode ser acompanhada de dor nas costas, fadiga, vômitos, diarréia e dores de cabeça. Pode ser intensificada pelo inchaço pré-menstrual ( retenção de água ).

Causas

 

Existem dois tipos de cólica menstrual – primária e secundária. A primária geralmente ocorre em mulheres que recém começaram a menstruar, e pode desaparecer ou se tornar mais leve quando a mulher atinge a idade de 23-25 anos ou quando dá à luz ( o parto estira o útero ). Acredita-se que as cólicas menstruais chamada de prostaglandinas são compostos químicos que existem naturalmente no corpo. Algumas prostaglandinas promovem a contração dos músculos do útero.

A dismenorréia ocorre com menor freqüência em mulheres que não ovulam. Por este motivo, os anticoncepcionais orais (pílulas) diminuem as cólicas em 70-80% das mulheres que o tomam. Quando o uso da pílula é interrompido, a mulher geralmente volta a ter o mesmo nível de cólica que tinha anteriormente.

A dismenorréia secundária ocorre em conseqüência de outras alterações do sistema reprodutor, como os miomas, endometriose, cistos de ovário e, raramente, câncer. O DIU ( dispositivo intra-uterino ) também pode provocar cólicas, principalmente se a mulher nunca tiver tido filhos. A exceção é o DIU que libera pequenas quantidades de progesterona dentro do útero, o que ajuda a diminuir a cólica e o fluxo de sangue durante a menstruação.

 

Perguntas a fazer

    Suas menstruações têm sido especialmente dolorosas após colocação do DIU?

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    Você tem algum sinal de infecção, febre e saída de secreção com odor ruim da vagina? Você tem fezes enegrecidas ou com sangue?

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    Para mulheres ainda capazes de dar à luz: Você teve uma menstruação mais abundante do que o normal ou a sua menstruação está mais de 1 semana atrasada?

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    A dor é intensa? Você costuma ter menstruações com cólicas há anos mas agora passou a sentir cólicas mais severas?

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    Você continua sentindo cólica, mesmo após o final da menstruação?

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Dicas de autocuidado

  • Durante a menstruação, tome ibuprofeno ou naxopreno de sódio conforme orientação da bula, para diminuir a dor e inibir a liberação das prostaglandinas. O acetaminofen diminui a dor, mas não as prostaglandinas. A maioria dos medicamentos para cólica do mercado contém acetaminofen. Leia os rótulos. ( Veja “Analgésicos” em “Farmácia em Casa” ).
  • Beba uma xícara de chá comum, de camomila ou de menta, quente.
  • Coloque uma bolsa de água quente ou bolsa térmica sobre o abdome ou sobre as costas.
  • Tome um banho quente.
  • Massageie delicadamente o seu abdome.
  • Faça exercícios leves como: alongamento, yoga, caminhada ou andar de bicicleta. O exercício pode aumentar o fluxo de sangue e reduzir a dor pélvica.
  • Repouse bastante e evite situações estressantes.
  • Para controle da natalidade, considere a possibilidade de usar pílula, pois esta bloqueia a produção de prostaglandinas, ou o DIU com progesterona, que diminui a cólica menstrual.

Pergunte ao seu médico sobre a indicação e necessidade de suplementação de vitamina B6.

Se após adotar as medidas acima, você continuar sentindo dor, procure o seu médico. 

 

Fonte: http://www.lincx.com.br/

Menstruação na gravidez

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Menstruação ou sangramento durante o primeiro trimestre da gravidez: por que ocorre e o que fazer.

A menstruação na gravidez, na verdade, não é menstruação propriamente dita, sendo conhecida tecnicamente por sangramento vaginal. Mesmo assim desperta dúvidas e temores em muitas grávidas.

De fato, muitas gestantes experimentam quadro que se assemelha a menstruação na gravidez, principalmente no primeiro trimestre. É importante identificar as características do sangramento vaginal para saber quando consultar seu obstetra.

Causas de sangramento durante o primeiro trimestre

Um pequeno sangramento é comum nas primeiras 12 semanas de gravidez. Possíveis causas:

  • Implantação. É comum notar um pequeno sangramento vaginal logo no início da gravidez, em torno de 10 a 14 dias após a fecundação. Muitas vezes confundido com menstruação fora do ciclo, por isto muitas mulheres dizem que tiveram menstruação na gravidez. Este sangramento leve deve-se a implantação do embrião na parede do útero. A coloração do sangue é mais clara e a duração do sangramento é menor do que em uma menstruação normal. Não é motivo para alarde.
     
  • Mudanças no colo do útero. Quando você está grávida, mais sangue flui para útero, por isto o colo pode ficar mais sensível e sangrar após o sexo ou exame ginecológico.
     
  • Gravidez ectópica. Algumas vezes o embrião implanta-se fora do útero, geralmente na trompa. Isto é conhecido como gravidez ectópica. O embrião fora do útero na sobrevive, e sem tratamento pode ocorrer sangramento vaginal acompanhado de dor pélvica ou abdominal.
     
  • Gravidez molar. Raramente, uma massa chamada mola forma-se dentro do útero no lugar do bebê, resultando em sangramento.
     
  • Infecções. Infecções que acometem a vagina e o colo do útero podem resultar em sangramento.
     
  • Aborto. Em torno de 15% das gestações conhecidas terminam na forma de aborto. O sangramento pode significar um aborto precoce. Mas é importante lembrar que nem todo sangramento significa aborto, pelo contrário.

Quando procurar o médico

Durante o primeiro trimestre, se você tiver um sangramento vaginal leve que não persiste por mais de um dia, relate o fato para o seu médico na próxima consulta de pré-natal. Já se o sangramento leve perdurar por mais de um dia, procure seu médico nas próximas 24 horas.

Procure seu médico imediatamente se:

  • Se o sangramento for moderado ou abundante;
  • O sangramento for acompanhado de dor, cólica, febre ou calafrios;
  • Houver outros materiais junto com o sangue.  

 

  Fonte: http://www.bancodesaude.com.br/